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“Céu de Querubins–Almas Gêmeas”

11 Fev 2016 - 07h00
Tudo começou com uma lona de caminhão que virou arte nas mãos do artista plástico Aecio Sarti, com a pintura de querubins, anjos considerados mensageiros de Deus e símbolos da justiça divina. - Crédito: Foto: Daniel ReinoTudo começou com uma lona de caminhão que virou arte nas mãos do artista plástico Aecio Sarti, com a pintura de querubins, anjos considerados mensageiros de Deus e símbolos da justiça divina. - Crédito: Foto: Daniel Reino
Pinturas, fotografias, poemas, um documentário premiado e uma lona de caminhão que: virou arte, foi para a estrada como utensílio e novamente se transformou em arte após cumprir sua missão. A exposição “Céu de Querubins – Almas Gêmeas”, do artista plástico sergipano Aecio Sarti está em evidência no Museu de Arte Contemporânea (Marco) até o dia 6 de março, com tantos aspectos e detalhes que nem as palavras dão chance para descrever. Além do filme, um vasto material fotográfico de Gustavo Massola, poemas de Deise Justus e três palestras também fazem parte da programação.


Tudo começou com uma lona de caminhão que virou arte nas mãos de Aecio com a pintura de querubins, anjos considerados mensageiros de Deus e símbolos da justiça divina. Depois de pintada, a lona voltou para a estrada como utensílio que era. Durante o trajeto que percorreu no caminhão a lona auxiliou no transporte de potes usados para armazenar água na seca. Potes estes que nasceram arte, foram para as residências do sertão como utensílio vivenciando a pobreza e repousaram mais tarde expostas como arte. “São conexões universais presentes no cotidiano. É um presente da vida dentro de um processo de renascimento, ora das artes, ora dos objetos utilitários”, definiu o artista.


O trajeto da “tela” gigante de 12 metros de largura por 8 de altura rodando estradas do Brasil resultou em um brilhante documentário de 25 minutos. “Para fazer o filme procuramos um caminhão que tivesse uma rota poética e um caminhoneiro bacana, para que a história fizesse sentido. A história do sertão, do caminhão e da arte ali presente se entrelaçam. Foi como se os querubins ali pintados tivessem abençoado não só o trajeto do caminhão mas de todos nós envolvidos. Sem dúvida é um projeto muito nosso, da nossa família mas é também uma história de um Brasil verdadeiro”, contou Daniel Sarti, filho de Aecio.


Para algumas pessoas como o curador da exposição, Rafael Raddi e a artista plástica Alexandra Camillo, a obra se completa ainda mais após a projeção do audiovisual, trazendo conclusões e conexões individuais. “Depois de ver o filme que explica a obra toda da lona e seu trajeto percorrido, fiz uma associação da tradição do Mato Grosso do Sul e a arte de Lídia Baís que também utiliza os querubins. Arte não é separada da sociedade, ela é parte integrante. Esse foi um dos maiores motivos de trazemos até aqui”, opinou o curador. “A exposição está linda! Muito interessante a proposta e assistir todo o relato em vídeo completa a obra. Valeu muito, amei”, elogiou Alexandra.


Em um momento de sintonia com a plateia, Aecio contou um pouco de sua trajetória na arte e a luta para afirmar a escolha de ser artista. “Desde pequeno eu já avisava que seria artista, para a desgraça do meu pai. A minha vida toda lutei contra opinião da família que dizia que eu deveria ser piloto como é meu irmão até hoje. Ninguém aceitou a minha verdade, mas até hoje persevero por ela, levando minha arte pelo mundo todo e conquistando meu espaço”.


Como parte da vinda de “Céu de Querubins – Almas Gêmeas” na Capital haverá no dia 5 de março, no Marco um ciclo de palestras sobre o tema. Logo depois será exibido o documentário “Céus de Querubins” com a presença do diretor do filme Gustavo Massola, que na oportunidade também fará um debate. O documentário de 25 minutos foi vencedor de prêmios e menções honrosas em vários festivais nos Estados Unidos, Indonésia, Rússia, Argentina e Brasil.

Serviço


A exposição, “Céus de Querubins – Almas Gêmeas”, estará aberta até o dia 6 de março, de terça a domingo das 11h às 17h. O Marco fica na Rua Antônio Maria Coelho, 6000, Parque das Nações Indígenas. Informações pelo telefone (67) 3326-7449.

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