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PREVENÇÃO

Prefeitura de Dourados descarta possibilidade de "afrouxar" decretos contra o coronavírus

25 Mar 2020 - 08h40Por O Progresso
Dourados vista do alto. - Crédito: Franz MendesDourados vista do alto. - Crédito: Franz Mendes

A Prefeitura de Dourados descartou a possibilidade de "afrouxar" os decretos já estabelecidos em prevenção ao novo coronavírus. Ontem (24/3) à noite o presidente da República Jair Bolsonaro, emitiu pronunciamento em rede nacional recomendando que prefeitos e governadores do Brasil que tivessem determinado restrições, voltassem atrás das medidas. 

Segundo confirmado pelo assessor especial da prefeita Délia Razuk (PTB), Alexandre Mantovani, "não vai haver afrouxamento, relativização das medidas já adotadas".

Com isso, o comércio em Dourados segue fechado -- com ressalvas àqueles indispensáveis como farmácias, supermercados e postos de combustíveis --; os eventos com aglomeração de pessoas estão proibidos de serem realizados; parques públicos seguem de portas fechadas; o transporte coletivo funciona de forma limitada, atendendo apenas a capacidade de passageiros sentados por ônibus; aulas nas creches e escolas da rede municipal continuam suspensas; e o toque de recolher entre 22h e 5h também permanece. 

Délia Razuk está em Campo Grande nesta quarta-feira tratando de pautas da saúde relacionadas ao enfrentamento da covid-19, junto ao Governo do Estado.

Ainda segundo Mantovani, a possibilidade de abertura comércio, repercutida em várias redes sociais, "não passam de fake news". 

"Não foi emitido nada no Diário Oficial que afrouxasse os decretos já estabelecidos, e nem nos bastidores do gabinete, eu garanto", afirmou. 

PRONUNCIAMENTO

Contrariando tudo o que especialistas e autoridades sanitárias do país e do mundo inteiro vêm pregando como forma de evitar que o novo coronavírus se espalhe, o presidente Jair Bolsonaro criticou, em pronunciamento na noite desta terça-feira (24) em rede nacional de televisão, o pedido para que todos aqueles que possam fiquem em casa.

Bolsonaro culpou os meios de comunicação por espalharem, segundo ele, uma sensação de "pavor". E disse que, se contrair o vírus, não pegará mais do que uma "gripezinha".

Veja a íntegra da fala de Bolsonaro à nação

Boa noite.

Desde quando resgatamos nosso irmãos em Wuhan na China numa operação coordenada pelos ministérios da Defesa e Relações Exteriores surgiu para nós o sinal amarelo. Começamos a nos preparar para enfrentar o coronavírus, pois sabíamos que mais cedo ou mais tarde ele chegaria ao Brasil.

Nosso ministro da Saúde reuniu-se com quase todos os secretários de Saúde dos estados para que o planejamento estratégico de enfrentamento ao vírus fosse construído.

E, desde então, o doutor Henrique Mandetta vem desempenhando um excelente trabalho de esclarecimento e preparação do SUS para o atendimento de possíveis vítimas.

Mas o que tínhamos que conter naquele momento era o pânico, a histeria e, ao mesmo tempo, traçar a estratégia para salvar vidas e evitar o desemprego em massa. Assim fizemos, contra tudo e contra todos.

Grande parte dos meios de comunicação foram na contramão. Espalharam exatamente a sensação de pavor, tendo como carro-chefe o anúncio do grande número de vítimas na Itália, um país com grande número de idosos e com o clima totalmente diferente do nosso. O cenário perfeito, potencializado pela mídia, para que uma verdadeira histeria se espalhasse pelo nosso país.

Percebe-se que, de ontem para hoje, parte da imprensa mudou seu editorial, pedem calma e tranquilidade. Isso é muito bom. Parabéns, imprensa brasileira. É essencial que o bom senso e o equilíbrio prevaleçam entre nós.

O vírus chegou, está sendo enfrentado por nós e brevemente passará. Nossa vida tem que continuar. Os empregos devem ser mantidos. O sustento das famílias deve ser preservado. Devemos, sim, voltar à normalidade.

Algumas poucas autoridades estaduais e municipais devem abandonar o conceito de terra arrasada, a proibição de transportes, o fechamento de comércios e o confinamento em massa.

O que se passa no mundo tem mostrado que o grupo de risco é o das pessoas acima dos 60 anos. Por que fechar escolas? Raros são os casos fatais de pessoas sãs com menos de 40 anos de idade. Noventa por cento de nós não teremos qualquer manifestação caso se contamine.

Devemos sim é ter extrema preocupação em não transmitir o vírus para os outros, em especial aos nosso queridos pais e avós, respeitando as orientações do Ministério da Saúde.

No meu caso particular, pelo meu histórico de atleta, caso fosse contaminado com o vírus, não precisaria me preocupar. Nada sentiria ou seria, quando muito, acometido de uma gripezinha ou resfriadinho, como disse aquele famoso médico daquela famosa televisão.

Enquanto estou falando, o mundo busca um tratamento para a doença. O FDA americano e o hospital Albert Einstein, em São Paulo, buscam a comprovação da eficácia da cloroquina no tratamento do Covid-19. Nosso governo tem recebido notícias positivas sobre esse remédio fabricado no Brasil e largamente utilizado no combate à malária, ao lúpus e à artrite.

Acredito em Deus, que capacitará cientistas e pesquisadores do Brasil e do mundo na cura dessa doença. Aproveito para render minha homenagem a todos os profissionais de saúde: médicos, enfermeiros técnicos e colaboradores que na linha de frente nos recebem nos hospitais, nos tratam e nos confortam.

Sem pânico ou histeria, como venho falando desde o princípio, venceremos o vírus e nos orgulharemos de viver nesse novo Brasil que tem, sim, tudo para ser uma grande nação. Estamos juntos, cada vez mais unidos.

Deus abençoe nossa pátria querida.

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