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Política

Arroyo quer ocupar vaga de conselheiro

19 Abr 2011 - 18h33
Arroyo busca apoio para tentar ocupar vaga no TCE - Crédito: Foto : DivulgaçãoArroyo busca apoio para tentar ocupar vaga no TCE - Crédito: Foto : Divulgação
Campo Grande – O corporativismo na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul tem dificultado de certa forma a indicação da senadora Marisa Serrano (PSDB) para ocupar a vaga deixada pela conselheira Celina Jallad (falecida) no Tribunal de Contas do Estado).

Na verdade, a vaga a ser preenchida pertence mesmo a Assembleia, conforme a legislação, mas nos bastidores estaria havendo um acordo visando emplacar a tucana na Corte Fiscal em troca de espaços políticos nos próximos pleitos.
Caso Marisa seja indicada para o TCE, o suplente Antonio Russo Netto (PSDB), de Nova Andradina, ocupará sua vaga no Senado.

O corporativismo é tão nítido no legislativo em favor da indicação do deputado Antonio Carlos Arroyo (PR) que até a bancada do PT, que faz oposição ao governador André Puccinelli (PMDB) na Casa, fechou questão em torno da aprovação do nome do republicano.

Arroyo está mesmo disposto a lutar para conquistar a vaga. Ontem pela manhã, ao ser indagado sobre o assunto, ele foi direto e objetivo. \"Eu quero ser conselheiro e não pretendo desistir (da ideia)\", falou.
O desejo de Arroyo não se restringe a apenas oratória quando o assunto é a conquista da vaga em aberto no TCE. Nas últimas horas ele tem feito uma peregrinação sem tréguas pelos gabinetes dos colegas de Assembleia em busca do apoio que o consolidaria no Tribunal. E a maioria das abordagens, segundo o parlamentar, tem dado o retorno desejado.

Estariam com ele, segundo sua matemática, até o momento, os quatro deputados da bancada petista (Cabo Almi, Laerte Tetila, Paulo Duarte e Pedro Kemp), os também republicanos Paulo Corrêa e Londres Machado, além do peemedebista Marquinhos Trad (PMDB).

Uma vez fechado realmente no apoio a Arroyo, esse grupo precisaria trabalhar para cooptar um oitavo nome, para permitir que o parlamentar consolide oficialmente sua candidatura ao Tribunal e leve, de fato, o desejo à apreciação do plenário da Assembleia.

Entretanto, o fator seria apenas o pontapé inicial para que Arroyo pudesse viabilizar seu nome em busca da cadeira do TCE. Faltaria uma segunda etapa para que o projeto saísse do campo da pretensão para a sua consolidação: a arregimentação, durante a votação da indicação, de outros cinco votos.
Com 13 apoios, ou a metade mais um dos votos da Assembleia, Arroyo então estaria garantido na vaga de Celina. Pelo menos é o que apregoaria, segundo o presidente da Assembleia, Jerson Domingos (PMDB), o regimento daquela Casa.

#####CASA DIVIDIDA

Mas, desejo de Arroyo a parte, o fato é que a Assembleia ainda se mostra dividida acerca da forma como deve ser conduzido o processo de indicação do nome que ocupará a vaga em aberto no TCE.

A bancada do PMDB, por exemplo, a maior da Casa, com cinco membros, com exceção de Marquinhos Trad, sinaliza que vai esperar a posição oficial do governador André Puccinelli e do próprio Jerson Domingos, para se manifestar acerca do caso.

O deputado Junior Mochi (PMDB), líder do governo na Assembleia, afirmou ontem que o PMDB ainda não tem opinião fechada sobre o tema e que ele, em particular, “vai seguir o que Jerson e Puccinelli determinarem”.
O deputado Diogo Tita (PPS), igualmente da bancada de situação na Assembleia, defende que a decisão em torno do nome que será indicado para o TCE não deve ser tomada de forma isolada. Ele acha que a base aliada na Casa deve se reunir e tomar uma decisão conjunta, inclusive com o aval de Puccinelli.

Já o deputado tucano Onevan de Matos, apesar de ainda se mostrar indeciso acerca do apoio a Marisa, do seu grupo político, ou a Arroyo, sinalizou que nutriria uma certa simpatia pelo projeto do republicano vir a ocupar a vaga no TCE. Na sua concepção, Marisa seria mais útil ao PSDB no Senado. “Ela é muito importante no Senado. Acho que o partido precisa dela no Senado\", disse Onevan.

#####VAGA NA ASSEMBLEIA

Posição semelhante a de Onevan, tem a deputada Mara Caseiro (PTdoB), acerca do caso. Ela diz que, embora tenha um grande respeito e admiração pela senadora, seu voto certamente seria em apoio ao deputado republicano.

“Ele veio até mim em busca de apoio e palavra dada não se volta atrás”, falou, sinalizando pender para o lado de Arroyo. Ela entende que a vaga no Tribunal pertence à Assembleia, e “nada melhor do que um deputado ser indicado para o cargo”. \"Admiro muito a senadora Marisa, mas hoje tenho um compromisso moral com o Arroyo e a Assembleia\", explicou.

Arroyo, por sua vez, sinalizou que quando a Assembleia colocar de fato, em pauta, a questão da vaga no TCE, vai ser ainda mais agressivo nas abordagens aos colegas em busca de voto. Por outro lado, ele negou que esteja sendo pressionado para desistir da busca pela vaga e disse que já conversou sobre o assunto, inclusive, com Puccinelli.

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