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Preço do álcool dispara a cada dia

21 Mar 2011 - 00h17
Preço do etanol subiu cerca de 20 centavos em dez dias na cidade de Dourados - Crédito: Foto: Hedio Fazan/PROGRESSOPreço do etanol subiu cerca de 20 centavos em dez dias na cidade de Dourados - Crédito: Foto: Hedio Fazan/PROGRESSO
DOURADOS – O preço do álcool deu um salto de pouco mais 20 centavos em apenas dez dias nos postos de combustíveis de Dourados. De acordo com o levantamento da Agência Nacional de Petróleo (ANP), no dia 9 deste mês o preço médio do etanol girava em torno de R$ 1,98. Agora já registra R$ 2,20 por litro. Nos estabelecimentos que comercializam o produto a vista é possível encontrar num patamar mais barato (R$ 2,09). Já nas bombas que aceitam o pagamento a cartão o preço chega a R$ 2,27.

O álcool está no maior patamar já registrado no país. Está difícil encontrar quem opte pelo etanol, uma vez que o valor está próximo ao da gasolina. O alto preço repassado é resultado dos constantes reajustes elaborados pelas refinarias. Encarecendo para o dono do estabelecimento, consequêntemente se eleva para o consumidor.

Em todo o interior do estado, os preços subiram mais de 20 centavos. Na cidade fronteiriça de Ponta Porã o álcool oscila bastante. É possível ser encontrado, segundo a ANP, de R$ 2,25 a R$ 2,47. Em Nova Andradina as diferenças também são grandes. Em posto de bandeira branca o álcool custa R$ 2,18. Já em estabelecimentos com bandeira de marca chega a R$ 2,43.

Por conter 25% de álcool em sua composição, a gasolina também é influenciada pelos reajustes. Seu aumento, no entanto, é menor: nos últimos dez dias em Dourados, por exemplo, saltou em média de R$ 2,65 para R$ 2,75, muito embora muitos estabelecimentos chegam a comercializar a gasolina a R$ 2,83. Mesmo assim, o derivado do petróleo está sendo, com sobras, a opção mais vantajosa para carros flex.

#####USINAS

Com os aumentos recentes, os preços do etanol completaram nove meses de alta, tanto nas usinas produtoras quanto nos postos de combustíveis. Apesar de o país ser o maior produtor do mundo de cana-de-açúcar, o álcool está num período de escassez. Se não bastasse o aumento do etanol, a Petrobrás tenta reajustar ainda mais o diesel e a gasolina.

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