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Crise na construção civil acelera demissões

10 Mar 2016 - 06h00
Crise na construção é passageira e  pode melhorar no próximo trimestre. - Crédito: Foto: Marcos RibeiroCrise na construção é passageira e pode melhorar no próximo trimestre. - Crédito: Foto: Marcos Ribeiro
A crise na construção civil em 2015/2016 detonou o desemprego de trabalhadores no setor. Segundo dados do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário (Sintracom), de Dourados, houve um aumento de 30% no número de homologações de rescisões de contrato entre 2014 e 2015. No ano passado, o sindicato fez 945 homologações contra 726 no ano anterior.


A presidente do Sindicato, Aline Chaves Ferle, informou que esse número se refere os contratos formais de pessoas com as carteiras de trabalho assinadas. Ela disse que esse ano reduziram as homologações, mas as contratações também estão estagnadas. Aline acredita que isso vem acontecendo em função da desaceleração das obras.


O presidente da Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção de Dourados e Região (Acomac), Marco Túlio Silva, confirma que a indústria da construção civil está em crise, provocada pela economia nacional.


Ele afirma que, nem são os custos das obras que fizeram desacelerar as obras mas a falta de confiança dos investidores no atual governo brasileiro, aliada às dificuldades de acesso ao crédito bancário e os juros altos. "O investidor está preferindo deixar o dinheiro guardado do que investir na construção, por causa da falta de credibilidade no governo, a falta de governabilidade", afirma.


Por causa disso, ele acredita que em 2015 as obras na construção civil particulares tiveram uma queda entre 25% a 30% em Dourados.


Com a crise na economia, muitos investidores que construíram recentemente, segundo o presidente da Acomac, estão com os imóveis fechados, sem conseguirem vender ou mesmo alugar.


Existem também muitas construções com as obras paradas. Em alguns casos, o proprietário não obteve mais crédito bancário para terminar a construção.


Marco Túlio acredita que essa crise na construção é passageira e que pode melhorar no próximo trimestre, até o empresariado assimilar as dificuldades e achar soluções para não perder dinheiro.

MS


O Sindicato Intermunicipal da Indústria da Construção de Mato Grosso do Sul revela que a instabilidade política e econômica afugenta os investidores e tornam o ambiente pouco propicio aos negócios. Dificuldades com o Minha Casa Minha Vida e Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), aliadas ao excesso de burocracia, têm tornado o cenário ainda mais complicado.


Outro motivo que contribuiu para o fraco desempenho do ano, foi a paralisação de importantes obras para o Estado, como a Fábrica de Fertilizantes da Petrobras, que parou no fim de 2015, mas surtiu efeitos, agora, em 2016.

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