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Prefeitura de cidade goiana fica deserta após ataque de manifestantes

25 Jan 2011 - 00h15
Passadas pouco mais de oito horas dos protestos que levaram a população a depredar prédios públicos e entrar em confronto com a Polícia Militar, todas as repartições da Prefeitura de Santo Antônio do Descoberto (GO, a 50 km de Brasília e a 175 km de Goiânia) permaneciam fechadas.

Alvo da fúria dos moradores, o prefeito David Leite não era encontrado na tarde desta segunda, e secretários municipais também deixaram o trabalho.

Na sede do Executivo, que teve as vidraças apedrejadas, somente uma funcionária dava plantão e não sabia informar o paradeiro do prefeito. “Deve ter se mandado para Goiânia, ou está escondido em alguma fazenda”, disse a servidora ao G1.

No começo da manhã desta segunda, manifestantes descontentes com a qualidade dos serviços públicos e as condições das estradas no município realizaram um protesto bloqueando o principal acesso ao município. Eles atearam fogo a um ônibus, que ficou completamente destruído. O policiamento precisou do reforço de policiais da tropa de choque, enviados de Goiânia e que entraram em confronto com os moradores.

Para manter a situação sob controle na cidade, cerca de 70 soldados da Polícia Militar de Goiânia permanecem em Santo Antônio. A Força Nacional de Segurança também está sob alerta.

O comandante da Polícia Militar na cidade, Antonio Flávio de Lima, conversou, por telefone, com o prefeito. “Ele está preocupado com a família, com o pai e a mãe que ficaram na casa dele”, relatou Lima.

Segundo o comandante, a ação policial não pode ser considerada abusiva. “Os policiais ficaram feridos no confronto com a população e só agiram em legítima defesa. Se houve caso de abuso, a população deve denunciar ao Ministério Público. Agora, entre ser julgado por sete [pessoas] ou ser carregado [no caixão] por seis, prefiro me defender a morrer”, afirmou o comandante.

Depois do conflito, a principal avenida da cidade ficou coberta por lixo e cacos de vidro. Moradores ainda se aglomeram na frente da igreja, e o policiamento foi reforçado na frente da sede da prefeitura.

A Câmara de Vereadores também está fechada. Moradores relatam que, antes do conflito, a maioria dos dez vereadores integrava a bancada governista na Câmara. Com a revolta da população, somente um parlamentar teria permanecido fiel ao prefeito.

“Tem até um pedido de cassação contra o prefeito na Câmara. Antes, eles eram amigos. Agora só tem um do lado do prefeito”, diz o morador Fernando de Oliveira, 42 anos.

Quatro manifestantes foram presos e cinco ficaram feridos e foram levados para o hospital, atingidos por balas de borracha de policiais militares. Dois policiais militares também sofreram ferimentos. Um está no hospital e outro passa bem, após ter o capacete quebrado por uma pedra.

(G1.com)

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