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Genérico para DSTs economizará pelo menos R$ 65 mi por ano, diz Saúde

09 Fev 2011 - 17h15
O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (9) que o Brasil começará a produzir na próxima semana o décimo medicamento do coquetel para o tratamento de Aids e hepatites, o Tenofovir. Segundo estimativa do governo, a produção nacional será responsável por uma economia de pelo menos R$ 65 milhões por ano.

Nove milhões de comprimidos do Tenofovir serão produzidos pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), e já devem estar disponíveis na rede pública a partir de março.

O cálculo da economia gerada é feito sobre o preço de cobrado pelo medicamento no início do projeto de produção nacional, em 2009. De lá para cá, o preço vem baixando através das negociações. A estimativa de economia de R$ 65 milhões é com base no preço atual mas, levando em conta o preço inicial, a economia chegaria a R$ 410 milhões em cinco anos.

Cerca de 200 mil pessoas tomam medicamentos antirretrovirais para o tratamento de Aids no Brasil, dos quais 64 mil fazem uso do tenofovir, segundo informações do Ministério da Saúde (MS). Entre os portadores de hepatite, em torno de 1,5 mil pessoas utilizam o remédio.

Até o momento, o Tenofovir era importado pelo Brasil de um laboratório americano, o Gilead. Não houve quebra de patente, já que o remédio é livre de patente.

Com a produção brasileira do Tenofovir, metade dos 20 medicamentos do coquetel de antirretrovirais fornecidos publicamente passam a ser produzidos no país.

\"Tem o processo político, que talvez seja o mais importante. Vemos que podemos fazer esses medicamentos, o que serve de exemplo para outros. O mercado também vê isso, o que resulta em preços mais baixos\", afirmou o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Dirceu Greco.

Ele fez a apresentação da novidade nesta quarta ao lado de Zich Moysés Jr., secretário substituto de Ciência e Tecnologia do MS.

\"Na minha experiência de mais de 30 anos na área, vi que quando não há concorrência, a tendência dos preços é subir. Quando há, a tendência é diminuir\", comentou Moysés, sobre a alternativa brasileira na produção do medicamento.

(G1)

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