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BB alinha com Federações a liberação de R$ 351 mi via FCO Empresarial e Rural

10 Jun 2016 - 06h00
Superintendência do Banco do Brasil assinou ontem o termo para liberar R$ 351 milhões, via FCO, para os setores industrial, comercial e agropecuário. - Crédito: Foto: DivulgaçãoSuperintendência do Banco do Brasil assinou ontem o termo para liberar R$ 351 milhões, via FCO, para os setores industrial, comercial e agropecuário. - Crédito: Foto: Divulgação
A Superintendência do Banco do Brasil no Estado assinou, ontem (09), no Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande (MS), termo de cooperação com Fiems, Fecomércio-MS, Faems, Famasul e Sebrae/MS para liberar R$ 351 milhões, via FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste), para os setores industrial, comercial e agropecuário do Estado. O superintendente estadual do BB, Evaldo Emiliano de Souza, disse que a nova disponibilização é uma oportunidade de acolhimento de novas propostas de apoio na tomada de crescimento e geração de negócios e renda.


Do montante de R$ 351 milhões disponibilizados pelo BB via FCO, a linha Rural terá R$ 106 milhões, enquanto a linha Empresarial ficará com R$ 245 milhões, sendo R$ 108 milhões para o setor industrial, R$ 95 milhões para o setor comercial e de serviços, R$ 24 milhões para o setor de turismo e R$ 18 milhões para o setor de infraestrutura. A taxa de juros para o FCO Empresarial varia de 9,5% a 11,18% ao ano para as micro, pequenas e médias empresas e de 11% a 12,95% ao ano para as grandes empresas, sendo que o prazo para pagar vai até 15 anos e a carência pode chegar a até 5 anos.


Já no FCO Rural a taxa de juros varia de 6,5% a 7,65% ao ano para os micro e pequenos produtores, de 7,25% a 8,53% ao ano para os médios produtores e de 8,5% a 10% ao ano para os grandes produtores rurais que pretendem investir inclusive em custeio associado. Além disso, para os produtores rurais de todos os portes que pretendem fazer apenas operações florestais a taxa de juros varia de 7,25% a 8,53% ao ano, sendo que, tanto no primeiro caso, quanto no segundo caso da linha Rural, o prazo para pagar vai até 15 anos e a carência chega a até 8 anos.


Para este ano, o FCO tem previsto recursos da ordem de R$ 1,1 bilhão para Mato Grosso do Sul, dos quais R$ 595,3 milhões são para a linha Empresarial e os outros R$ 595,3 milhões são para a linha Rural. No primeiro caso, do total de R$ 595,3 milhões, R$ 266,2 são para o setor industrial, R$ 238,3 milhões para o setor comercial e de serviços, R$ 51 milhões para o setor de turismo e R$ 39,9 milhões para o setor de infraestrutura, enquanto no segundo caso, do total de R$ 595,3 milhões, R$ 119,1 milhões são para o Pronaf-RA e Pronaf Demais e R$ 476,2 milhões para os demais rurais.

Repercussão


Segundo Evaldo Souza, existem hoje R$ 280 milhões aproximadamente em propostas internalizadas em várias situações, que precisam desde a entrega de certidão ou fazer algum registro cartorário, e que ainda não foram liberadas. "O que precisamos fazer agora é trabalhar em uma esteira priorizada. Estamos fazendo uma força tarefa no mês de junho tanto para efetivamente desembolsar o recurso daquelas operações que já temos internalizadas como colocar à disposição de Mato Grosso do Sul mais R$ 351 milhões, sendo R$ 245 milhões para o empresarial e R$ 106 milhões para o rural", argumentou.


O presidente da Fiems, Sérgio Longen, ressaltou que é importante que o setor empresarial se mobilize para utilizar o recurso disponibilizado e essa ação do BB e setor produtivo vai contribuir na divulgação junto às empresas. "Os empresários precisam buscar esses recursos, pois temos praticamente só três meses para aplicar o montante disponível. Com certeza o receio com a situação econômica do País existe, mas, nós precisamos superar o temor com esperança", garantiu, completando que os juros subsidiados para o setor empresarial chamam a atenção, quer seja para investimento, quer seja para capital de giro. "São oportunidades de melhoria e competividade para as empresas", declarou.


Para o secretário estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Elias Verruck, o foco é aplicar o recurso disponível de R$ 351 milhões até o dia 30 de setembro na sua totalidade. "A não aplicação disso significa a conversão disso para aquilo que tem demanda transferindo do empresarial para o rural ou vice-versa, ou ainda disponibilizar isso para toda a Região Centro-Oeste. No ano passado, nós conseguimos aplicar 100% do recurso e atrai para o Estado mais R$ 94 milhões do Distrito Federal, que não conseguiu aplicar", pontuou.


O presidente da Famasul, Mauricio Saito, reforçou que a união de esforços das Federações contribui para trazer protagonismo ao setor privado por meio do alinhamento de ações. "A liberação de recursos é importante não só em tempos de crise, mas em todo tempo, porque gera desenvolvimento para o Estado", falou. No caso do presidente da Fecomércio-MS e presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/MS, Edison Araújo, o encontro serviu para prestar contas do que já foi aplicado e os recursos ainda disponíveis.


"Algumas pessoas reclamam das oportunidades, mas os recursos estão aí para quem quer investir e melhorar seu negócio, gerar volume de empregos. Estamos com índice de desemprego significativo, mas vale ressaltar que o setor da agricultura também é o maior gerador de empregos, o que agrega valor para a economia na área de comércio e serviços", comentou Edison.

Oportunidade


Na avaliação do presidente da Faems, Alfredo Zamlutti, as taxas são atrativas para os empresários, mas o volume aplicado nas empresas ainda é pequeno. "Muito se escuta que Mato Grosso do Sul é o Estado das oportunidades, mas o Governo deveria apostar mais na indústria do turismo, que tem a possibilidade de trazer mais emprego e renda, mas hoje não há regras claras para os projetos, por isso pedimos a colocação da secretaria de turismo", afirmou.


Para o presidente da Biosul (Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul), Roberto Hollanda, o impacto dos investimentos do FCO para desenvolvimento do segmento é fundamental, uma vez que o País vive uma crise, o recurso torna-se fator importante para restabelecer o setor e retomar os investimentos. "É importante destacar que o FCO tem uma contrapartida evidente em termos de geração de emprego e renda, ou seja, não há um resultado não somente do investimento, mas um resultado indireto que gera desenvolvimento para o Estado", disse.


O empresário da construção civil Alonso Resende do Nascimento, que também é vice-presidente da Fiems, avaliou de forma positiva a liberação dos recursos. "Esse recurso do FCO é interessante para o setor produtivo, porque tem custos bem acessíveis e que conseguem melhorar a produtividade das empresas, ampliação do seu maquinário e até mesmo para gerar a rotatividade da nossa indústria", falou. Já o empresário do setor metalomecânico Nilvo Della Senta reforçou as melhores condições que o FCO apresentou na disponibilização de recursos. "Diante das dificuldades que nós temos essa é uma grande oportunidade de conseguir dinheiro com boas condições desde que se tenha um projeto viável e com curto prazo, investimentos que tenham resultado rápido", avaliou.

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