Como será o ano de 2017?

Por: Fátima Frota - 22/12/2016 08h31

Vem chegando um ano novo e as previsões aparecem de todas as partes. "Sua vida vai melhorar", dizem alguns. Afinal, o que é que vai melhorar? Como viveremos o 2017?

Sempre que chega o final de um ano é tendência avaliarmos e pontuarmos aquilo que não deu certo e empacou o nosso crescimento material e espiritual e concluímos que, se tivéssemos pensado melhor e com calma, muitos erros teríamos evitado. Longe de mim querer elencar os erros. É preciso ter em mente de que somos seres especiais constituídos não apenas de sistemas e células. Dentro deste corpo tem uma alma pensante capaz de direcionar a vida rumo à perfeição. E por sermos filhos inteligentes, precisamos nos atentar de que as consequências vindouras serão de acordo com os sentimentos e pensamentos que geramos.

Mas, como melhorar os níveis dos sentimentos e pensamentos geradores da derrota ou da vitória? Não tem receita pronta, mas a sugestão é reformar o que nos move e o autoconhecimento é a chave. Conhecer o que somos e o que sentimos fará a diferença daqui pra frente. Um exercício legal pra gente começar é exercitar o pensamento de Santo Agostinho que sugere indagar a consciência se as atitudes tomadas no decorrer do dia não causaram desestruturas no outro. Muitas faltas que cometemos nos passam despercebidas. Por isso, o conselho de Santo Agostinho é muito importante. Interrogando com mais frequência a nossa consciência, poderemos verificar quantas vezes falimos sem nos darmos conta. Conforme as respostas, poderemos avaliar a soma do bem e do mal que existe em nós e, a cada dia, nos dispormos a evoluir naquele ponto do nosso caráter que descobrimos mais frágil.

Outra sugestão também é se colocar no lugar do outro. Não faça o que não gostaria que o outro lhe fizesse. Fácil? Nem um pouco. Porque nem sempre nos colocamos no lugar da outra pessoa. Ser capaz de pensar em como sentiria se fosse você a passar por aquilo que está fazendo ao seu companheiro de jornada é um passo importante. Caso contrário, sofremos as consequências e, como dizia minha mãe, tendemos a reclamar: "Deus não gosta de mim. Tudo dá errado na minha vida". Quem já não disse isso? Será mesmo que Deus não nos ama? Ou será que é a gente que está dando trabalho, fazendo tudo errado?

Tudo gera consequências. Se 2017 será bom ou não, vai depender das decisões tomadas por cada um. Quais são os seus planos? Melhorar-se? Amar (se)? Ajudar (se)? Compartilhar (se)? Ser mais compreensivo? Saber perdoar (se)? Não julgar (se) incessantemente? Trabalhar mais? Ouvir (se) mais? Aceitar críticas? Trabalhar em equipe? Abraçar e beijar os filhos, a família? Ser presença amorosa?

Se esses são os seus planos, podemos ainda dar um outro exemplo para ajudá-lo a alcançar os nobres objetivos. Que tal simplesmente: "Orai e Vigiai". O mestre resume tudo. Lição de casa para quem quer ser gente grande.

Não espere. Glorifique incessantemente Àquele que tudo criou e que em 2017 a espiritualidade divina esteja em todos nós.

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"Fazei o que eu fazia de minha vida sobre a Terra: ao fim da jornada, eu interrogava minha consciência, passava em revista o que fizera, e me perguntava se não faltara algum dever, se ninguém tinha nada a lamentar de mim." Santo Agostinho - Questão 919 de O Livro dos Espíritos

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