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29 Mar 2016 - 11h49Por Valéria Araújo Do Progresso
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Em evento do DEM do deputado estadual Zé Teixeira, ocorrido no ano passado em Campo Grande, o senador Ronaldo Caiado já defendia uma renúncia coletiva da presidente Dilma Rousseff a todos os integrantes do Congresso – deputados e senadores – e que novas eleições fossem convocadas.


Depois da lista da Odebrecht que compromete a maioria dos parlamentares, certamente o democrata e líder ruralista vai insistir nessa tese mesmo sabendo que é uma grande utopia, mas agora com forte apelo popular.

##### Sob suspeita


Por falar em Odebrecht, Mato Grosso do Sul ocupa o desonroso décimo primeiro lugar em lista da empreiteira em relação a repasses de dinheiro a políticos durante suas campanhas eleitorais. Por enquanto, não se sabe se foi de forma lícita ou ilícita. Só uma a investigação da Lava Jato, porém, vai conseguir detectar se houve crime ou não.


Os trabalhos da Polícia Federal devem começar o mais rápido possível para desvendar mais essa dúvida da Justiça. Como o juiz Sergio Moro tem sido célere com seu trabalho, muito em breve tudo será esclarecido.

##### Projeto solo


Após mamar na gorda teta governamental até se fartar, o PMDB agora quer chutar o balde e, assim, derramar a última gota de leite que sobrou e que, eventualmente, poderia cair na boca de outros sedentos aliados. Apesar de dividido, tudo caminha para que o partido de Michel Temer realmente deixe de apoiar o governo e fique numa posição que os insurgentes entendem ser confortável.


Numa eventual queda de Dilma, o partido assumiria o poder até a próxima eleição e tentaria construir um projeto de reeleição. Tudo vai depender da aceitação do povo.

##### Pá de cal


Aliás, se depender da bancada federal de MS, a tendência peemedebista é abandonar o governo que ajudou a reeleger na disputa eleitoral de 2014. O deputado Carlos Marun, por exemplo, é um dos mais inquietos, tendo se manifestado constantemente favorável ao rompimento.


Vale lembrar que durante a convenção nacional do partido, ocorrida em Brasília no dia 12 deste mês, o diretório regional defendeu o rompimento com o governo federal.

##### Desconforto


Lista divulgada pelo Banco Central revela que 26 municípios de Mato Grosso do Sul colecionam uma dívida calculada em R$ 292,950 milhões com o Tesouro Nacional. O maior devedor é Campo Grande, com R$ 166,879 milhões, seguido por Dourados, com débitos de R$ 60,096 milhões.


A lista incômoda indica que a maior dívida por habitantes é de Bandeirantes: R$ 967,51 per capita.

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