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Sistema eletrônico não causou falha em carros da Toyota

08 Fev 2011 - 17h10
Chefe do serviço técnico da Toyota, Mike Blomberg,
inspeciona um acelerador - Crédito: Foto: APChefe do serviço técnico da Toyota, Mike Blomberg, inspeciona um acelerador - Crédito: Foto: AP
Após uma investigação de 10 meses solicitada pelo Congresso, o governo dos EUA concluiu que não há ligação entre o sistema eletrônico e a aceleração involuntária observada em veículos da Toyota. Por causa do problema, a montadora número 1 no ranking mundial de vendas foi obrigada a fazer o recall mais de 8 milhões de unidades em 2009.

\"Não há uma causa por via eletrônica para a aceleração inesperada nos Toyotas,\" disse o secretário de Transportes dos EUA, Ray LaHood, em um comunicado nesta terça-feira (8). \"Nossa conclusão - de que os problemas da Toyota eram mecânicos, não elétricos - vem depois da investigação mais exaustiva, completa e intensa já realizada.\"

A apuração, que contou com a participação de engenheiros da Nasa, concluiu que as causas da aceleração involuntária são mecânicas, como defendido desde o começo pela fabricante. \"Tapetes inadequados que prendem o acelerador e pedais que ficam presos continuam a ser as únicas causas conhecidas para este tipo de incidente perigoso de aceleração involuntária\", disse a National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA), agência que regula o setor de transportes no país.

Embora a Toyota tenha superado um obstáculo importante na questão de segurança, os reguladores e os engenheiros podem porpor que a fabricante equipe todos os veículos com sistema de frenagem automático, que permitira parar o veículo mesmo com o acelerador preso.

Os reguladores investigaram 89 mortes que podem estar associadas com a aceleração súbita nos veículos Toyota e Lexus, mas verificaram que até agora apenas um punhado delas estava ligadas ao problema tapete. A falha deu início às convocações em massa da fabricante japonesa entre 2009 e 2010, que criou uma crise de segurança dentro da empresa.

A Toyota ainda enfrenta riscos significativos de dezenas de ações decorrentes das convocações. Os processos nos tribunais federais e estaduais somam indenizações de até US$ 10 bilhões.

(G1)

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