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José Alberto Vasconcellos

Ruim com eles, pior sem alguns deles!

05 Mar 2016 - 06h00
José Alberto Vasconcellos

Depois da rendição incondicional dos japoneses para os americanos, a bordo do Missouri, na Baia de Tókio, em 1945, muitos oficiais japoneses foram enforcados. Os americanos vencedores da guerra, contudo, não executaram o Imperador Hirohito (1901-1989), imperador do Japão (1926/1989), atentos ao fanatismo popular que o endeusava.


Monarca absoluto, expansionista nacionalista, invadiu a China em 1932; bombardeou Pearl Harbor, no Hawai, em 1941, com o que declarou guerra aos Estados Unidos da América. Após a capitulação, em 1945, foi obrigado a renunciar às suas prerrogativas "divinas" que já durava milênios, e aceitar a instauração de uma monarquia constitucional.


George Bush, presidente americano (1989/1993) mandou invadir o Iraque, em defesa do Kuwait que fora tomado por forças iraquianas. "Tempestade no deserto", foi o nome dado pelas forças americanas que invadiram aquele país encravado na Mesopotâmia. Liberto o Kuwait, os americanos desocuparam o Iraque, deixando o ditador Saddam Hussein no poder, onde o encontraram.


Essa decisão do presidente americano George Bush, levou em conta que se derrubado Saddam, os EUA teriam que se envolver na condução administrativa do Iraque, onde sempre imperou a Lei do Talião; ademais, o impasse relacionado com o Kuwait estava resolvido.


George Walker Bush que, como o pai, fora eleito em 2001, presidente dos EUA, em nome de um propalado depósito de armas químicas, reeditou a ação do pai, determinou que forças americanas invadissem novamente o Iraque. A guerra no Iraque teve início em 2003 e a ocupação subsequente com a prisão e execução de Saddam Hussein. Os iraquianos, sempre contidos pela Lei do Talião, livres, transformaram o país num caos. Já nos primeiros dias, saquearam o palácio do ditador. Ninguém mais conseguiu controlar as multidões.


Sem uma liderança forte, o Iraque dividiu-se em hordas de guerrilheiros terroristas que, aliadas a outros grupos da Líbia, onde fora deposto o ditador Kadhafi, que já vinha apoiando terroristas. Com o impasse bélico na Síria, as disputas regionais entre grupos guerrilheiros e forças regulares da Síria, que envolvem considerável parte do Oriente, vêm expulsando populações inteiras que fogem para a Europa, ou morrem de inanição.


Participam desses embates no Oriente, na África e no Sudeste Asiático, além dos EUA, vários países da Europa, inclusive a Rússia que destoa dos demais, procurando manter Bachar al-Asad no poder. Ouve-se, nos jornais das TVs, todos os dias, os nomes de grupos terroristas, como "Boko-Haran", "Estado Islâmico" e outras designações de grupos, todos terroristas, que atacam etnias inteiras e tangem a maioria para a Europa, onde já chegaram milhares e milhares de refugiados.


Entende-se que há momento em que o ditador deve ser preservado, para que contenha a população, dentro dos limites toleráveis, e não se perca a paz social indispensável. No Oriente, como temos visto, não havendo um líder com mão de ferro, para governar com leis severas, o pais destroça-se em pouco tempo. Surgem movimentos apoiados em princípios religiosos distorcidos, usando o terrorismo como princípio. Esses grupos terroristas irradiam para outros continentes, homens-bomba e massacres de civis, como vem ocorrendo na França.


Em resumo, ganhar a guerra no Oriente e derrubar o ditador, implica em criar um monstro terrorista, sustentado pelo petróleo e movido pelo fanatismo religioso, do qual ninguém, em qualquer parte do mundo, estará safo!
Assim, atentos a esses eventos que o Mundo produz, devemos estar atentos à história, porque questões mal resolvidas tendem a repetir-se. Por outro lado, soluções que se revelaram positivas devem servir de orientação em momentos de tensão, quando há dificuldade em se definir um rumo. A história é a bússula que deve orientar a humanidade.


Acertaram os americanos quando preservaram o imperador japonês; erraram quando enforcaram Saddam Russein. A história revelou o acerto com a paz daí decorrente no Japão; e o desacerto, com o caos que se observa hoje no Iraque, que se irradiou para todo o Oriente, com prejuízo irreparável para populações inteiras, e o desterro daí decorrente, que obriga os europeus a acolher os milhares de refugiados carentes de tudo.


Outrossim, tenha em conta que difícil mesmo foi convencer os japoneses, principalmente aqueles que estavam no Brasil, de que o Império do Sol Nascente fora derrotado pelos americanos. E que para a rendição incondicional recebera, como incentivo, duas bombas atômicas.


Membro da Academia Douradense de Letras. e-mail: [email protected]

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