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Roda gigante

11 Mai 2016 - 06h00
Roda gigante -
O mundo político é uma roda gigante que vai passando cada hora de um jeito diferente. Há exatamente um ano o vice-presidente Michel Temer (PMDB) estava em Dourados e na condição de presidente da República em exercício.

##### Prestes a assumir


Quis o destino que entre hoje e amanhã ele estivesse prestes a assumir a presidência com o afastamento de Dilma por até 180 dias. Na época Temer esteve em Dourados para conhecer de perto o Sistema de Monitoramento de Fronteira o SISFRON no Exercito.

##### Há um ano


Na época já haviam rumores da queda de Dilma do poder e já se desconfiava do descontentamento de Temer quanto a Dilma, mas até um ano ele negava de pés juntos os rumores de que estaria rompendo com Dilma. Há um ano o presidente em exercício Michel Temer líder nacional do PMDB afirmou em Dourados, que a presidente Dilma Rousseff concluiria seu mandato.

##### Ela cai


A atenta reproduz hoje a reação de Temer em Dourados há exatamente um ano quando indagado sobre até quando o PMDB conseguiria segurar a presidente na cadeira. "Não precisa segurar a presidente Dilma, ela não cai. Tem capacidade de trabalho e somos aliados. Naturalmente colaboramos com o país", afirmou Temer.

##### É moleza


A discussão sobre o impeachment da presidente já estava forte depois de o TCU ter questionado as "pedaladas fiscais" de sua primeira gestão. Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Dilma afirmou na época: "Eu não vou cair. Eu não vou, eu não vou. Isso aí é moleza, é luta política".

##### Na Lama


Quando questionado sobre o desdobramento da Operação Lama Asfáltica, deflagrado ontem terça-feira (10) na operação "Fazendas de Lama", que cumpriu mandados de busca e apreensão em uma série de locais, incluindo a casa do ex-governador André Puccinelli (PMDB) e a Seinfra (Secretaria de Estado de Infraestrutura) o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), assim reagiu: "Lugar de corrupto é na cadeia". Em outro trecho ele disse: "Não quero fazer julgamento de ninguém, mas aquele que cometeu desvios de recursos públicos tem de pagar e devolver ao erário. Lugar de corrupto é na cadeia, repetiu".

##### Muita pinga


Sobre a noticia da decisão do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), de anular a sessão do impeachment o Ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes assim reagiu: Foi "regada a muita pinga", o que, para Mendes, "explica um pouco o ato".

##### Muito estranho


Gilmar Mendes deu a declaração ao chegar, no início da tarde, para julgamentos das turmas do STF. Ele foi questionado por jornalistas sobre a decisão de Maranhão, anunciada nesta segunda. "É interessante, né (risos)? Hoje eu vi uma notícia no jornalista Claudio Humberto dizendo que isso foi regado a muita pinga, vinho. Isso até explica um pouco, né? É, está muito engraçado isso. Estranho, né? Muito estranho", afirmou o ministro.


##### Para o céu


O ministro Gilmar Mendes também foi questionado por jornalistas sobre um mandado de segurança que a Advocacia-Geral da União levou ao STF para tentar anular o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A AGU aponta que Cunha aceitou o pedido de impeachment, em dezembro, em retaliação a Dilma e ao PT, por votarem a favor da abertura do processo de cassação do deputado no Conselho de Ética da Câmara. O ministro respondeu: "Ah, eles o governo pode ir para o céu, o papa ou o diabo."

##### Jogando a toalha


O líder do governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), admitiu que o governo não tem votos para evitar hoje a admissibilidade do processo de impeachment. Para afastar Dilma é necessário maioria simples entre os presentes, e 50 dos 81 senadores já declararam voto pela admissibilidade. A presidente Dilma Rousseff irá mesmo descer a rampa do Palácio do Planalto logo que for notificada da decisão dos senadores em afastá-la do cargo para que seja julgada pela Casa, o que deve acontecer amanhã quinta-feira.

##### Dia histórico


Dilma descerá a rampa acompanhada de dezenas de mulheres, que participam da Conferência Nacional das Mulheres, em Brasília. Ao todo, cerca de mil mulheres desse evento apoiarão a presidente. A votação do afastamento de Dilma está marcada para esta quarta, mas a presidente precisará ser oficialmente notificada de seu eventual afastamento. A estimativa é de que milhares de petistas vão comparecer ao ato em frente ao Palácio do Planalto, com faixas de apoio.

##### Almoço com Lula


A presidente almoçou na terça-feira com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os dois devem discutir estratégias políticas e a conjuntura após o afastamento de Dilma pelo Senado nesta quarta-feira, que é dado como certo.

##### Nada a ver


O procurador-geral da República Rodrigo Janot encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer em que afirma que a corte deve derrubar a liminar que obriga a Câmara dos Deputados a dar continuidade a um processo de impeachment contra o vice-presidente Michel Temer (PMDB). Segundo o chefe do Ministério Público, embora tanto Dilma quanto Temer tenham assinado decretos para liberar créditos suplementares e manejar recursos diante da crise econômica, a situação da presidente não pode ser igualada à do vice.

##### Meta fiscal


Isso porque quando Temer assinou os decretos em 2015 não havia indicativos de que a meta de superávit primário não seria cumprida. Na data em que Dilma assinou decretos semelhantes, no entanto, o governo já havia enviado ao Congresso o PLN 5/15, projeto de lei que alterava a meta fiscal do ano e permitia que o governo fechasse 2015 com déficit. O envio do PLN, diz Janot, é a evidência de que Dilma sabia que não cumpriria a meta fiscal e, portanto, decretos de liberação de crédito suplementar não poderiam ser assinados.

##### Que frase!


"Quem não é fiel às pequenas coisas, jamais será nas grandes". (Johann Goethe).

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