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Que virá?

17 Fev 2016 - 11h01
Julio Capilé


Tudo está mudado e continua em marcha acelerada nas modernidades no mundo. Se recordarmos de tempos passados, não precisa ser muito longo, digamos, 50 anos, vemos o muito que mudou. Pessoas com trinta anos de idade não têm noção de como vivíamos e resolvíamos nossos problemas. Não havia computador nem celular, coisas imprescindíveis na atualidade. E objetos, ferramentas e outros utensílios, que para nós eram comuns, se um jovem de hoje encontrar, não saberá de que se trata.


A atual geração nasceu com o cérebro diferente. Parece que recebeu um ship implantado no cérebro, que facilita compreender facilmente a enxurrada de invenções que ocorrem a cada dia. Criancinhas já aprendem a lidar com celular. Conheço uma menininha de pouco mais de um ano de idade que pega o celular, liga, aciona os brinquedos eletrônicos e se diverte com eles. É uma geração mais dinâmica. Pode-se classificar como geração digital. Pessoas com mais de quarenta anos de idade e menos de setenta é analógica e as mais antigas são geração mecânica.


Nós, os antigos, temos dificuldade de assimilar tudo que um moderno computador tem de facilidades. Essas “facilidades” apresentam muitas dificuldades para meu cérebro. De teimoso, continuo a lutar por ganhar espaço onde deveria estar como os velhos no Japão cujo tempo já passou, mas são respeitados e podem falar aos novos como eram as ligações pelo alfabeto Morse e outras antiguidades.


Se todas as mudanças fossem somente nessa paz em que citei, o novo mundo seria muito bom, mas a criminalidade, a malícia e a desonestidade também se desenvolvem em sistema digital. Há 50 anos, havia crimes, mas em menor quantidade e menos brutais como os de agora. A maldade humana também está digitalizada. A vida se tornou banal. Com que naturalidade elimina-se a vida de pessoas boas, honestas e pacíficas! Assim como a polícia tem o seu departamento de “inteligência”, o crime também tem.


Os elaboradores de leis, querendo melhorar a segurança da justiça, criaram tantos recursos jurídicos que quase ninguém é condenado e, se o for, a pena é leniente. A intenção dos humanistas foi boa, mas a justiça ficou prejudicada.


No Apocalipse de João, consta que os Demônios ficariam presos 900 anos e depois seriam soltos, para ver se a humanidade estaria em condições de recebê-los e orientá-los. Mas parece que não está acontecendo isso. Pelo contrário, os não demônios estão aprendendo com eles e, naturalmente, o crime aumenta a cada dia. Daí a nossa pergunta: até que ponto chegará o mal? E a Terra suportará?


Médico. Escreve às quartas-feiras. e-mail: [email protected]

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