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Quatro décadas

18 Fev 2016 - 07h00
Quatro décadas -
As chuvas que caíram ininterruptamente durante três meses causaram muitos estragos em Dourados e aquilo que já era ruim piorou bem mais. É o caso de grande parte da malha asfáltica da cidade. Alguns trechos de asfalto com mais de quarenta anos de existência cederam ainda mais com o aguaceiro e hoje praticamente ficou impossível trafegar em muitos locais da segunda maior cidade.


##### Não resolve


A realidade é que tapa buraco, mesmo que seja constante não resolve mais. Somente com as obras de recapeamento para solucionar definitivamente o problema. Tanto que as ruas trafegáveis de Dourados hoje são aquelas vias que passaram por recapeamento, como é o caso da Olinda Pires, da Balbina de Mattos, da presidente Vargas, Ponta Porã, Eulália Pires, Coronel Ponciano, Palmeiras, Floriano Peixoto, Monte Alegre, e Albino Torraca.

##### Altos valores


Para se ter ideia da dimensão disso, para que a dor de cabeça com relação a buracos acabe de vez em Dourados, pessoa atenta e da área fez os cálculos e chegou à soma de 200 milhões de reais, pois teria que ser feito recapeamento em 80% da cidade e o recapeamento é uma obra de alto valor, às vezes bem próximos de valores da pavimentação.

##### Fim do túnel


Para levantar todo esse dinheiro em Brasília tinha que haver empenho por parte da bancada federal. Tinha. Para o prefeito Murilo resta uma luz no fim do túnel que os buracos provocam: O recapeamento das ruas centrais de Dourados em parceria com o governo do estado. Os recursos são aguardados desde o final do ano passado pela prefeitura de Dourados e seriam suficientes para recapear as quatro principais avenidas da cidade. Isso já representaria mais de meio caminho andado de asfalto novo.

##### Vias urbanas


Conforme compromisso feito com Dourados pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB), serão recapeadas completamente as avenidas Marcelino Pires, Joaquim Teixeira Alves, Weimar Gonçalves Torres e Hayel Bon Faker. Pelo menos trinta quilômetros de vias urbanas ficaram de ser recapeadas ainda este ano, o que encerraria bem o segundo e ultimo mandato do prefeito Murilo Zauith (PSB). Na realidade trata-se de um mandato e meio porque o primeiro foi extemporâneo, de apenas um ano e oito meses.

##### Recursos próprios


Conforme dados da prefeitura, até agora boa parte das obras foi feita com recursos próprios, mas o recapeamento da Fernando Ferrari, no bairro João Paulo II que se transforma em Filomeno João Pires, da Balbina de Matos, da Olinda Pires de Almeida e da Raul Frost fazem parte do financiamento de R$ 52 milhõ6es, obtido em 2013 com a Caixa Econômica Federal. Segundo cálculos do município pelo menos R$ 100 milhões foram gastos em recapeamento desde 2011.

##### Casca de Ovo


Tem buraco das antigas e com marcas de prefeitos diferentes. Tem buraco com o DNA de Braz Melo, de Humberto Teixeira e de Laerte Tetila. Segundo pessoa atenta que trabalha na infraestrutura do município os buracos com maior durabilidade são aqueles da época do então prefeito José Elias Moreira, por incrível que pareça o mais antigo mandato entre os prefeitos citados.

##### Base Forte


“Esses do Zé Elias, foram feitos com uma base muito forte, resistentes a infiltração, como esses que foram realizados até agora pelo prefeito Murilo”, disse a pessoa atenta. O famoso projeto asfalto “Casca de Ovo” entrou em ação na eras Braz, Humberto e Tetila.

##### Estado grave


O ex-vereador Osmaldo Nunes que atualmente reside em Porto Murtinho está internado há vários dias em Dourados. Ele passou pelo Hospital da Vida e em função da gravidade do problema de saúde foi transferido para o Hospital Universitário, onde está internado desde segunda-feira com insuficiência pulmonar. Osmaldo Nunes foi vereador em Dourados pelo PTB durante o segundo mandato do então prefeito Braz Melo.

##### Com tudo


A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos combustíveis presidida pelo deputado estadual José Carlos Barbosa, o “Barbosinha” voltou com tudo após o recesso em 2016. A CPI que apura os altos valores dos combustíveis quer primeiramente saber o valor cobrado nas refinarias, nas distribuidoras e nos postos, para avaliar se há aumento abusivo em alguma parte do processo. Os pedidos foram aprovados reunião da última terça-feira.

##### Na bomba


Foi envidado pela CPI um requerimento ao Ministério das Minas e Energia solicitando o valor do combustíveis vendido nas refinarias e nas bases distribuidoras. Já das secretarias de Fazenda de MS, São Paulo e Paraná, a CPI quer saber o preço do combustível de todo o processo, desde o início ate chegar na bomba.

##### Qual o impacto


A CPI enviou um requerimento também para a Setlog (Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas de MS), para saber qual o impacto do frete no preço do combustível.

##### Caminhos jurídicos


De acordo com o proponente da investigação, o deputado José Carlos Barbosa (PSB), a Comissão está preparada para tomar os caminhos jurídicos necessários. Segundo ele, dentre as solicitações estão às escriturações ficais individuais das empresas, documentos que podem ser considerados como sigilosos.

##### A dinâmica


“Os documentos são fundamentais para que possamos entender a dinâmica da elaboração do preço na bomba”, explicou o presidente. Depoimentos só serão pedidos, caso haja dúvida nos documentos enviados.

##### Interesse público


“Existe sim a possibilidade de recorrer ao judiciário. As informações que estamos solicitando são de interesse da sociedade e é importante que tenhamos respostas. A CPI está preparada para enveredar por esse caminho se for necessário. Esperamos contar com a boa vontade de todos antes de qualquer decisão nesse sentido”, afirmou Barbosinha. A próxima reunião da CPI está marcada para terça-feira, 23.

##### Que frase!


“Seja lá o que você fizer, seja bom nisso.” (Abraham Lincoln).

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