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Primeiras impressões: Peugeot 408

17 Fev 2011 - 15h10
Peugeot 408 - Crédito: Foto: José Mario Dias/ DivulgaçãoPeugeot 408 - Crédito: Foto: José Mario Dias/ Divulgação
Após o fracasso do 307 Sedan e do 407 no mercado nacional, a Peugeot traz para o Brasil o 408, sedã médio da marca francesa que desembarca no país, importado da Argentina, na segunda quinzena de março a partir de R$ 59.500. A apresentação para os sites especializados foi nesta quarta-feira (16).

O lançamento é uma nova tentativa da fabricante para vingar no segundo maior segmento por aqui – atrás somente dos compactos – que representou 12% do total de vendas em 2010 e tem na liderança Toyota Corolla, seguido pelo Honda Civic e Chevrolet Vectra.

Para ganhar espaço no pelotão da frente, o primeiro passo da Peugeot foi mexer no tamanho. Com 4,69 m de comprimento, 1,81 m de largura, 1,51 m de altura e 2,71 m de entreeixos, a novidade é maior entre os rivais. O sedã empata apenas na capacidade do porta-malas com o modelo da Chevrolet: 526 litros.

Outro cuidado especial foi com o design, duramente criticado nos modelos antecessores. O resultado são linhas mais harmônicas na dianteira e principalmente na traseira, que tem traços mais arredondados e detalhes que dão um toque de requinte, como a lanterna dividida em três filetes de luz. O modelo é ainda o primeiro a adotar no Brasil o novo logotipo da marca francesa.

A fabricante trabalhou também em um pacote de equipamentos de série competitivo para chamar a atenção dos clientes dessa fatia de mercado. Desde a versão básica, Allure, estão incluídos no preço freios ABS, repartição eletrônica de frenagem (REF), ajuda à frenagem de emergência (AFU) e airbags - o carro pode ser equipado com até seis bolsas. Na versão topo de linha, o 408 traz de fábrica tela de navegação de sete polegadas retrátil, faróis bi-xenon direcionais e sensores de auxílio de estacionamento dianteiro.

Apesar de todos os esforços, a transmissão automática continua sendo o “calcanhar de Aquiles” dos sedãs da Peugeot. Segundo a marca, trata-se de um novo câmbio, mas na prática a diferença é sutil. O sistema não “conversa” com o já conhecido motor 2.0 Flex de 151 cavalos de potência e 22 kgfm de torque, principalmente em acelerações e retomadas de velocidade.

Para aliviar essa relação, a fabricante esticou ainda mais as trocas de marchas. O conta-giros chega a girar até 5.500 rpm antes da mudança de velocidade, o que compromete, além da dirigibilidade, o consumo. Durante o percurso de mais de 150 km de estradas, com trechos de serra, o computador de bordo registrou a média de 6.7 km/l de etanol.

Em contrapartida, os pontos fortes do sedã são os mesmos dos modelos antecessores. A suspensão é firme, sem comprometer o conforto, a carroceria inclina levemente nas curvas, mas sem dar a sensação de insegurança e o acabamento interno é impecável, com materiais de alta qualidade e sensíveis ao toque. Fora a enorme área envidraçada, conceito emprestado do primo Citroën, a boa ergonomia e a garantia de três anos.

Uma versão equipada com motor 1.6 turbo de 165 cv e transmissão sequencial de seis velocidades, o mesmo powertrain do crossover 3008, está prevista para o segundo semestre em uma estratégia da marca para esquentar as vendas do novo sedã. Os preços não foram revelados, mas ele ficará posicionado acima da atual configuração topo de linha e trará itens de \"esportividade exclusivos\", diz a marca sem dar mais detalhes.

A expectativa da marca é comercializar cerca de 1.500 unidades por mês, um total de 13 mil unidades em 2011. O volume é bastante expressivo já que supera com uma enorme folga as vendas dos modelos anteriores. De acordo com dados da Fenabrave, em 2010 foram produzidas 2.536 unidades do 307 Sedan, que deixou de ser produzido em abril, e apenas 21 unidades do 407, que deixou o mercado nacional no mesmo ano.

A Honda, inclusive, para se defender da possível ameaça francesa anunciou na mesma semana de lançamento do 408 uma versão mais “recheada” – Special Editon – do Civic. A Toyota também prepara um contra-ataque aos rivais com uma nova transmissão de seis velocidades, que irá estrear no Brasil já no próximo mês.

(G1)

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