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Primeiras impressões: Mitsubishi Pajero Dakar HPE flex

01 Jun 2011 - 14h10
Meta da Mitsubishi é vender 150 unidades mensais da versão flex - Crédito: Foto: DivulgaçãMeta da Mitsubishi é vender 150 unidades mensais da versão flex - Crédito: Foto: Divulgaçã
Preocupada em ampliar o leque de opções para crescer no mercado brasileiro, mesmo que de maneira modesta, a Mitsubishi lança neste mês a versão bicombustível do Pajero Dakar. Antes oferecido somente com motor a diesel, o utilitário fabricado em Catalão (GO) e com capacidade para até sete ocupantes chega com preço sugerido de R$ 134.990.

O Pajero Dakar HPE (High Performace Equipment) Flex 2012 traz o mesmo motor 3.5 V6 24V que equipa a picape L200 Triton. Este bloco – o primeiro seis cilindros que ‘bebe’ tanto álcool quanto gasolina – desenvolve até 205 cavalos de potência a 5.000 rpm e 33,5 mkgf de torque a 3.500, quando abastecido com etanol. O câmbio é automático de quatro velocidades e permite trocas manuais pela alavanca.

A tração Super Select 4WD (SS4) oferece quatro opções de condução: 4x2 (tração traseira), para rodar no asfalto seco; 4x4 (diferencial central atuante), para trafegar em pisos escorregadios; 4x4 (diferencial central bloqueado), para trilhas de terra ou areia; e 4x4 reduzida (diferencial central bloqueado), ideal para locais críticos (lamaçais, por exemplo). Feita por meio de uma alavanca ao lado do câmbio, a mudança de tração (com exceção da 4x4 reduzida) pode ser realizada com o veículo em movimento, com velocidade inferior a 100 km/h.

Concorrentes

A Mitsubishi espera vender 550 unidades por mês do Pajero Dakar, sendo 150 da versão flex. O principal concorrente, apontado pela própria marca, é o Toyota SW4 SRV V6 a gasolina que aparece na tabela abaixo. No entanto, outros modelos podem ser considerados rivais, como o Chevrolet Captiva Sport V6, que, no entanto, tem outra faixa de preço (parte de R$ 96,7 mil), e os chamados crossovers, como Dodge Journey ou Novo Ford Edge, espaçosos e potentes, mas que não têm o perfil de fora-de-estrada.

Desempenho

O G1 avaliou o carro em trechos urbanos, rodoviários e estradas de terra na região de Paranapiacapa, distrito de Santo André, no ABC paulista. Sem ajuste de profundidade da coluna de direção, o motorista leva um tempo extra para encontrar a melhor posição ao volante. Os comandos estão todos próximos e o painel de instrumento tem leitura fácil. Falta, no entanto, um computador de bordo com leitura do consumo de combustível, por exemplo. A Mitsubishi não divulga os números de consumo de seus veículos.

Na rodovia, o utilitário esportivo se portou bem. O nível de ruído não incomoda e permite que os passageiros conversem normalmente, sem elevar o tom de voz. A 120 km/h, o conta-giros marca pouco mais de 2.500 rpm. Nas ultrapassagens, o motor responde bem. A transmissão de quatro velocidades é confortável, mas uma caixa com maior número de marchas poderia melhorar o desempenho do SUV.

Nas estradas de terra, o Dakar não encontrou dificuldades. Em leves atoleiros, não demonstrou sinais de fraqueza. O destaque é o ajuste da suspensão, que ganhou amortecedores recalibrados. E, com ângulos de entrada de 36 graus e 25 graus de saída (215 mm de altura livre do solo), as barreiras foram superadas facilmente.

Espaço

O design do Pajero Dakar flex é o mesmo da opção diesel. A dianteira apresenta os traços da Triton, com destaque para os detalhes cromados da grade entre o conjunto óptico e a grande entrada de ar inferior. Lateralmente, as caixas de rodas avantajadas chamam a atenção, assim como as rodas de liga leve de 17 polegadas (desenho exclusivo) ‘calçadas’ com pneus 265/65 R17 de uso misto – 70% on-road, 30% off-road. Na traseira, as lanternas horizontais que invadem a tampa do porta-malas agregam personalidade ao modelo.

Por dentro o Pajero Dakar HPE Flex 2012 é amplo. Com 4,69 m de comprimento (2,80 m de distância entre os eixos), sobra espaço para os ocupantes. Até mesmo os joelhos dos dois ocupantes da terceira fileira de bancos são bem tratados. Com a terceira fileira rebatida, a capacidade do porta-malas é de 1.160 litros.

O acabamento é sóbrio. Os bancos são revestidos em couro e trazem detalhes em tecido. As peças plásticas são em grande número, mas entregam boa qualidade (agradáveis ao toque) e os encaixes são precisos.

Na lista de itens de série destacam-se o ar-condicionado digital com dutos para saídas para a terceira fileira, volante multifuncional revestido com couro, controlador de velocidade, direção hidráulica, sensores crepuscular e de chuva, airbag duplo frontal, freios a disco nas quatro rodas com ABS (antitravamento) e EBD (distribuição eletrônica de frenagem). Ponto positivo para o sistema multimídia, com GPS, rádio CD player (MP3, DVD, Bluetooth com viva-voz) e tela de sete polegadas sensível ao toque. O único opcional é o sensor de estacionamento traseiro.

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