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Presos fazem reféns durante rebelião

02 Mai 2011 - 22h18
Presos fazem reféns  durante rebelião -
CAMPO GRANDE - Uma tentativa de fuga frustada teria causado uma rebelião dentro do Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande. Os envolvidos teriam mantido reféns agentes, dentistas e professores. Um dos presos teria se apossado de uma pistola. Uma pessoa estaria ficado ferido.
O fato foi registrado na manhã de ontem, no raio 4, no setor de saúde.

Agentes penitenciários que ficam nas torres de segurança, teriam visto o momento que presos tentavam fugir do presídio e abortaram a fuga. O tenente coronel Salo Rodrigo, do Sigcoe comandou os trabalhos de negociação.

#####FALHAS

O diretor-presidente da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), Deusdete de Oliveira, admitiu falha na segurança e acredita que a arma, uma pistola semi-automática calibre 635, que estava de posse de um preso, possa ter entrado na visita do fim de semana. “No sábado e no domingo, cerca de 600 pessoas visitam os presos. Acredito que a arma possa ter entrado desmontada, em pedaços”, afirma.

A tentativa de fuga seguida de uma rebelião, aconteceu menos de uma semana depois de o presídio passar por um pente-fino. Depois da liberação dos reféns, representantes do sistema penitenciário, que participaram de entrevista coletiva, não souberam dizer como a arma entrou no estabelecimento penal. O presídio tem atualmente 1700 presos.

Agora, será aberto procedimento de investigação para saber como a pistola foi parar dentro da unidade prisional. A ação foi considerada como um ato isolado, pois os demais presos não aderiram a rebelião.

De acordo com informações divulgadas pelo site Campo Grande News, na versão oficial, os presos Carlos Henrique da Silva e Adilson Pereira saíram da cela porque pediram atendimento médico. Escoltado por um agente, eles foram levados do pavilhão 2 até o setor de saúde do presídio.

Porém, quando passavam pelo setor administrativo, Carlos Henrique teria se dirigido para o portão do presídio e ordenado que o agente o acompanhasse. O profissional disse que ia tomar água e, na cozinha, soou o alerta.
Em seguida, os presos, armados com uma pistola, levaram o agente para a área de saúde. Lá, um médico também foi rendido. Ao todo, dez servidores foram impedidos de deixar o local.

A versão inicial é de que os presos tentaram fugir e foram flagrados por policiais nas guaritas, dando início a troca de tiros. Em seguida, a dupla rendeu profissionais – psicólogos, professores e dentistas – que estavam no pátio. Os presos se renderam depois de duas horas. A esposa e o advogado de Carlos Henrique foram levados ao presídio. Ele foi um dos lideres da rebelião de 2006, realizada no Dias das Mães.

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