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Pragmatismo e os pragmáticos

21 Nov 2015 - 07h00



PRAGMATISMO: É a doutrina que toma como critério de verdade o valor prático.”; PRAGMÁTICO: “É quem ou aquele que sacrifica a ideologia para alcançar objetivos a curto prazo (diz de indivíduos, partido político, etc)” .

Não confundir PROTAGONISMO e PROTAGONISTAS (sobre os quais escrevemos em data recente, Progresso, ed.03.11.15), com PRAGMATISMO e PRAGMÁTICO, doutrina cujos princípios são lembrados a todo momento, por políticos que se aviam por aí, com o nariz empinado e a polícia nos calcanhares. Lula, e agora Dilma, são classificados por cientistas políticos, observado o desempenho de cada um, na qualidade de presidentes da República, políticos PRAGMÁTICOS. Pragmáticos porque sacrificaram a ideologia (os dispositivos dos Estatutos do PT, partido pelo qual se elegeram, no que tange a ética e a moral) para alcançar objetivos a curto prazo.

Para explicá-los, aflora a doutrina do pragmatismo, já que ambos são tidos, havidos e reconhecidos como “pragmáticos”: o pragmatismo justifica o modus operandi que cambiou a ideologia sacramentada nos Estatutos, pela premente vontade de “alcançar objetivos a curto prazo”. Esse desejo, divulgado sendo a imediata “salvação da Pátria”, teria impelido a dupla a vilipendiar os Estatutos do partido, para “alcançar objetivos a curto prazo.” Explica-se, também, os interesses consolidados e as amizades sedimentadas, entre LULA, COLLOR E MALUF.

Como “verdade, o valor prático”,é o mesmo que custo-benefício. Daí, meter a mão em empréstimos na Caixa, no B. Brasil, no FGTS e no BNDS para sustentar programas que dão retorno com votos, para manter-se no poder com a chancela do aviltado PT: é uma verdade, e na prática é um valor: valor prático! Assimilou?
Explica-se, assim, o procedimento da militância do PT, que mudou o discurso, desviando-se do que dispõe os Estatutos, que sacramentavam, como vigorosos princípios salvadores da Pátria: o combate incansável da corrupção; o amparo ao trabalhador, a multiplicação de ofertas de trabalho, o desenvolvimento do País, melhora na saúde, na educação e na segurança. Moralistas intransigentes! No poder, seguros pela Constituição, pragmáticos agora, adotaram o pragmatismo sem maiores indagações, de corpo e alma, fizeram dos Estatutos do PT letra morta. Agora as diretrizes são: Primeiro, eu! Segundo, eu! Terceiro, meu filho...

A verdade representada pelo valor prático, pode ser traduzida como abusadas e hipócritas mentiras. As metas administrativas prometidas e as curvas no tempo que seriam suprimidas, para atingir-se o propalado desenvolvimento em tempo recorde, revelaram-se, passados TREZE ANOS, um engodo monumental. Esse tempo serviu tão só para convencer o povo da incompetência dos governos petistas e inteirar-se, por ação dos Juizes Federais Joaquim Barbosa e Sérgio Moro, que o dinheiro público estava virando particular em ritmo acelerado.

À pobreza, tida e havida como prioridade absoluta, distribuíram migalhas, sem nenhum programa efetivo, que pudesse tirá-los da miséria, com programas educativos e profissionalizantes, para que pudessem alcançar a dignidade. O único interesse que imperou foi o voto, para que mantivessem o poder pelo poder! NUNCA ANTES NESTE PAÍS, viu-se tamanha pouca vergonha e roubo de dinheiro público em volume assustador!
Protagonista e o pragmático, são indumentárias para agasalhar e disfarçar a mesma pessoa. O protagonista faz as micagens e executa os bailados; o pragmático, divulga com fanatismo as bobagens que imagina, como executar obras faraônicas em tempo recorde, que nunca saem do papel ou nunca são terminadas. Sonhos doentios de alcançar a glória, que cobre os verdadeiros estadistas.

Na divulgação dessas bobagens, gasta-se verdadeiras fortunas com propagandas. Os tais “Programas Acelerados de Desenvolvimento, nunca chegam. Abusam e desrespeitam a inteligência do cidadão, com hipócritas desculpas, enquanto que, mentindo e simulando vão, com familiares e “cumpanhêros”, removendo o dinheiro público e adquirindo bens, que nunca terão condições de justificar como os adquiriram, no caso de interpelação judicial.

Revogados os Estatutos moralistas do PT, por força do PRAGMÁTISMO, “que sacrifica a ideologia para alcançar objetivos a curto prazo” , temos que reconhecer: o costume de arrumar a vida a curto prazo, na atividade política, é ilícito previsto até no Código de Hamurabi, rei da Babilônia (1793-1750,a.C.), que mandou gravá-lo num monolito de basalto (hoje peça do museu do Louvre), onde se lê: “Roubar é feio!”

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