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Presidente Dilma diz que não governa só para o PT

29 Fev 2016 - 08h29
Dilma entre a secretária executiva da Cepal, Alicia Bárcena e a presidente do Chile, Michelle Bachelet. - Crédito: Foto: Roberto Stckert Filho/Presidência da RepúblicaDilma entre a secretária executiva da Cepal, Alicia Bárcena e a presidente do Chile, Michelle Bachelet. - Crédito: Foto: Roberto Stckert Filho/Presidência da República
A presidente Dilma Rousseff disse sábado (27), em entrevista em Santiago, no Chile, que não governa só para o PT, mas para os 204 milhões de brasileiros. Antes de participar de um almoço com a presidente chilena, Michele Bachelet, Dilma também confirmou que não compareceria à festa de aniversário de 36 anos do partido, no Rio de Janeiro, por ter compromissos oficiais agendados no Chile, como reunião na Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).


Na entrevista, Dilma foi questionada sobre críticas de algumas alas do PT sobre a condução da política econômica do governo. Ela disse que as divergências com a legenda são normais, mas que sempre pedirá e contará com o apoio dos petistas.


“O governo é uma coisa, os partidos são outra. Em que pese eles serem a base, muitas vezes, eles divergem. Isso é normal. Eu sempre pedirei apoio e conto com o apoio deles. Eu não governo só para o PT. Eu governo para os 204 milhões de brasileiros. Eu não governo só para o PP, só para o PSD, só para o PDT ou só para o PMDB. Eu tenho de governar olhando todos os interesses e, como o nome diz, o partido é sempre uma parte”, disse a presidente.


Sobre a festa de aniversário do PT, Dilma afirmou que a legenda foi informada de que ela não poderia comparecer em função da viagem oficial do Chile. “Eu gostaria muito [de comparecer]. Eu imagino que você [jornalista] perceba que entre o Chile e o Brasil tem um problema de distância. São quatro horas de avião. Eu ainda tenho um almoço com a presidente Bachelet e ainda tenho uma fala na Celac [Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos]. O PT foi avisado de que eu não compareceria”.

CPMF e Previdência


Diante dos recentes cortes nas notas de avaliação de crédito do Brasil por agências internacionais de classificação de risco, a presidente voltou a defender a reforma da Previdência e a recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) para estabilizar a situação fiscal e permitir o que país volte a crescer. Segundo Dilma, o governo também vai fazer sua parte para retormar o crescimento.


“Nós queremos voltar a crescer. E, para voltar a crescer, também é importante ter investimentos, como os do setor privado, e que também o setor público faça sua parte, por exemplo, na infraestrutura. Neste ano ainda, nós vamos leilorar aeroportos, portos, rodovias e ferrovias, porque isso também faz parte do crescimento do país”.

Integração regional


A presidente Dilma Rousseff disse apostar na integração entre os países latino-americanos e emergentes para enfrentar a crise econômica que o Brasil e outras nações passam. Ela afirmou que os caminhos dos atores internacionais para superar o atual cenário econômico passam pelo “aumento da cooperação” entre os países.
Em Santiago deste o início da tarde de sexta-feira (26), Dilma participou de compromissos ao lado da presidenta chilena e com empresários do Brasil e do Chile. Ao oferecer um brinde a Bachelet durante almoço no Palácio de La Moneda, a presidenta brasileira enfatizou a possibilidade de as duas nações ampliarem suas trocas comerciais e investimentos.


“Os emergentes têm que enfrentar a queda dos preços das comoddities, a desaceleração da China e também o fato de que as economias dos países desenvolvidos têm demonstrado uma imensa fragilidade, com idas e vindas na sua recuperação. Eu tenho orgulho dizer que coube a nós, duas mulheres, dar uma dimensão renovada do relacionamento de nossos países a partir do fortalecimento das nossas relações em uma conjuntura bastante difícil que é a que vivemos”, disse à colega.


De acordo com Dilma, o governo brasileiro vai enviar ao Congresso Nacional os pedidos de internacionalização dos acordos assinados em novembro de 2015 entre os dois países nas áreas de compras governamentais e de serviços. Dilma também lembrou dos corredores bioceânicos que estão sendo construídos e que vão ser, segundo ela, uma “alternativa logística de curta distância em relação às demais”, e que vão interligar Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.


“O nosso comércio e investimentos têm sido muito bem sucedidos na fase em que nós não estávamos sofrendo as dificuldades dessa última conjuntura. Principalmente considerando o estoque de investimentos chilenos que o Brasil tem recebido, US$ 8 bilhões. E eu acredito, viu presidente, que este número é um pouco subestimado. Esses investimentos têm uma grande representatividade do nosso potencial em todas as áreas, da mesma forma os investimentos brasileiros aqui no Chile, e também a nossa cadeia comercial”, disse.

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