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Prefeitos do PT de MS pressionam cúpula por apoio ao Delcídio

04 Dez 2015 - 07h00
Prefeito de Jardim, Erney Cunha - Crédito: Foto: Edson RibeiroPrefeito de Jardim, Erney Cunha - Crédito: Foto: Edson Ribeiro
Os prefeitos do PT de Mato Grosso do Sul – 14 no total – vão cobrar da direção estadual e nacional do partido apoio incondicional e solidário ao senador Delcídio do Amaral, preso em Brasília, acusado de atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal.


Além disso, os prefeitos vão discutir também a permanência ou não deles no PT (Partido dos Trabalhadores).
A iniciativa do grupo partiu do prefeito de Jardim e vice-presidente da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), Erney Cunha, que se reuniu na manhã de ontem com quatro colegas prefeitos na sala da presidência da entidade.


Estavam presentes os prefeitos de Deodápolis, Maria das Dores de Oliveira; Japorã,Vanderley Bispo de Oliveira; Eldorado, Marta Maria de Araujo, e de Antônio João, Celso Luiz Lozano.


Segundo Erney Cunha, os demais prefeitos que não estavam presentes à reunião em que foi definida essa posição em favor do senador sul-mato-grossense, têm posições semelhantes a deles e vão engrossar a cobrança à direção do PT em solidariedade a Delcídio.


Ficou decidido, também, que na próxima semana os prefeitos farão uma visita ao senador na sede da carceragem da Polícia Federal, em Brasília, ocasião em que vão demonstrar pessoalmente o apoio do grupo ao correligionário. Os prefeitos vão aproveitar a estada deles na Capital Federal para entregar uma carta ao diretório nacional do partido na qual vão cobrar apoio incondicional ao senador.

Isolamento


Preso desde a última quarta-feira, 28, o senador Delcídio Amaral (PT-MS) tem demonstrado contrariedade com o fato de estar sendo “abandonado” pelas principais lideranças do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto, com quem convivia até a semana passada.


O petista, detido numa sala adaptada na sede da Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal, tem recebido quase que diariamente advogados que o defendem no STF (Supremo Tribunal Federal) e integrantes do gabinete, com quem tem conversado nos momentos que dispõe para o “banho de sol”.


Os assessores têm mantido o petista informado sobre os desdobramentos do caso no Supremo e na imprensa. As conversas são acompanhadas à distância por um dos agentes da PF, responsável pela vigilância do senador.


Segundo pessoas próximas ao petista, que estiveram com ele nestes últimos dias, Delcídio tem sem alimentado pouco e está visivelmente abatido.


Ele também tem sinalizado estar magoado com o tratamento recebido das principais lideranças partidárias e do Palácio do Planalto, com quem tinha “trânsito” até ser preso.


Em entrevista realizada na segunda-feira (30), em Paris, a presidente Dilma Rousseff afirmou ter ficado “perplexa” com a prisão do até então líder do governo no Senado.


Desde a detenção do senador, apenas o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), também alvo da Operação Lava Jato, e o ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP) teriam prestado “alguma” solidariedade. Segundo relatos, ambos ligaram no dia em que o petista foi preso para a esposa de Delcídio, Maika.


Apesar do afastamento dos “colegas”, o senador até aqui não tem falado sobre uma possível realização de delação premiada. Tal possibilidade também não teria sido colocada por nenhum representante do Ministério Público Federal ou do Judiciário.


Apesar dos ataques públicos do presidente do PT, Rui Falcão, contra Delcídio, o isolamento dele, por outro lado, tem dividido integrantes da bancada do PT no Senado, que realizaram um encontro ontem para discutir, entre outros temas, o posicionamento que deverá ser adotado pela bancada.


Parte dos petistas do Senado defende que Delcídio não seja jogado “ao mar” neste momento e lembra que integrantes da bancada chegaram a visitar, no presídio da Papuda em Brasília, lideranças do partido presas após o julgamento do mensalão. Entre eles, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. (*Colaborou Adão Jorge).

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