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Políticos rebeldes afivelam malas para embarcar em partidos rivais

11 Fev 2016 - 07h00
Deputado federal Marquinhos Trad - Crédito: Foto: DivulgaçãoDeputado federal Marquinhos Trad - Crédito: Foto: Divulgação
De olho nas prefeituras, alguns políticos rebeldes afivelam as malas para embarcar em partidos rivais. É o troca-troca de legenda em Mato Grosso do Sul, permitido pela lei da chamada “janela partidária” a ser aberta entre 18 de fevereiro e 18 de março a todos os ocupantes de cargos eletivos.


Pela lei, que será promulgada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), na próxima quinta-feira (18), esses políticos poderão trocar de legenda sem perder o mandato.


Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, há casos em que alguns parlamentares e prefeitos abandonaram os partidos pelos quais foram eleitos antes mesmo da promulgação da lei.


Também interessada na prefeitura, a deputada estadual Mara Caseiro trocou o PTdoB pelo PMB (Partido da Mulher Brasileira), controlado pelo funcionário da Assembleia Legislativa  Dorival Betini, ligado ao ex-deputado estadual Londres Machado (PR) e hoje atendendo no gabinete da deputada estadual Grazielle Machado (PR), filha do republicano.


O desejo de Mara Caseiro é disputar a Prefeitura de Campo Grande, por isso mudou até de domicílio eleitoral, deixando a cidade de Eldorado, onde foi prefeita, para tentar a sorte na Capital em 2016.


Ela justificou sua saída alegando falta de espaço, ou seja, dizendo que o comando regional do PTdoB fechou as portas para sua possível candidatura a prefeita.


O deputado estadual Márcio Fernandes deve tomar o mesmo destino, trocando o nanico PTdoB pelo PMDB. Egresso no PDT, o seu colega Beto Pereira filiou-se ao PSDB a convite do governador Reinaldo Azambuja.
A grande expectativa em Campo Grande é pela saída do deputado estadual Marquinhos Trad do PMDB. Descontente com o grupo político liderado pelo ex-governador André Puccinelli, ele deve se abrigar no PSD do ministro Gilberto Kassab (Cidades) a fim de disputar à sucessão do prefeito Alcides Bernal (PP).


Marquinhos, no entanto, enfrenta resistência até mesmo dentro de sua própria família, já que o seu irmão, ex-prefeito Nelsinho Trad, presidente regional do PTB, não abre mão de sua candidatura, ao menos por enquanto.


Algumas mudanças devem ocorrer igualmente no interior. Em Dourados, a vereadora Délia Razuk deve trocar o PMDB pelo PR atendendo convite de Grazielle Machado. Ela deseja concorrer à sucessão do prefeito Murilo Zauith (PSB), enfrentando o deputado federal Geraldo Resende (PMDB), o deputado estadual Barbosinha (PSB) e o ex-deputado federal Marçal Filho, que depois de anos militando no PMDB se abrigou no PSDB.

Entenda a Lei


De acordo com a “lei da infidelidade”, o partido que perder um integrante não será prejudicado em relação ao cálculo para a distribuição dos recursos do Fundo Partidário e nem para o acesso ao tempo de rádio e TV.


O texto determina que as regras valerão para quem for detentor de mandato eletivo. No entanto, na prática, senadores, prefeitos, governadores e presidente da República não precisarão utilizar as novas normas porque o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu no fim de maio que a regra da fidelidade partidária não se aplica ao grupo. Os eleitos para este cargo podem trocar de partido sem terem seus mandatos cassados.


Por causa disso, vários prefeitos mudaram de lado. Entre outros exemplos estão Cacildo Pereira (Santa Rita do Pardo) e Yuri Valeis (Sonora), egressos do PRP e do PR, que foram para o PSDB.


Da mesma forma, Roberto Hashioka (Nova Andradina) deixou o PMDB para retornar ao ninho tucano.

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