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PMDB decidirá em 30 dias se continua no governo Dilma

14 Mar 2016 - 06h00
Michel Temer foi reeleito presidente nacional do PMDB. - Crédito: Foto: Valter Campanato/Agência BrasilMichel Temer foi reeleito presidente nacional do PMDB. - Crédito: Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O PMDB tem até 30 dias para decidir se permanece ou deixa o governo. Até lá nenhum peemedebista poderá assumir cargos no Executivo. "O PMDB é um partido que daqui a 30 dias definirá sua posição", disse o ex-ministro Eliseu Padilha, escolhido no sábado segundo vice-presidente durante a Convenção Nacional da legenda, realizada em Brasília


De acordo com Padilha, pelas manifestações durante a convenção o "PMDB tem grandes possibilidades de ser independente". "A força predominante hoje na convenção foi pela saída, mas temos 30 dias pela frente; e vamos ver o que acontece", afirmou.


Os convencionais, que escolheram também os 119 integrantes do novo Diretório Nacional, delegaram ao diretório o poder de decidir os rumos do partido em relação ao governo federal.


"O diretório está com o poder de analisar todas as moções que são, na sua maioria, pelo afastamento do governo, tomar uma decisão e a partir dessa decisão, o partido vai cobrar dos seus filiados o cumprimento da decisão", disse o primeiro vice-presidente do PMDB, senador Romero Jucá (RR), também eleito na convenção.


Segundo Jucá, o partido buscou primeiro a unidade interna e entendeu que há estados que têm dúvidas sobre se deve ou não deixar o governo federal. Por isso, a partir de agora, com a aprovação da moção, buscará debater para, então, decidir uma posição em relação ao governo. "O PMDB marchará unido rumo à posição que tiver que ter", disse.

Temer é reeleito


O vice-presidente da República, Michel Temer, foi reeleito para a presidência do PMDB, durante convenção do partido em Brasília. Foram 537 votos a favor da chapa única encabeçada por Temer, 11 contrários, seis brancos e cinco abstenções de um total de 559 votos. Dos 454 convencionais votaram 390, mas alguns deles tinham o direito a mais de um voto.


Foram apresentadas 12 moções para aprovação do partido. Entre elas as que pedem o rompimento com o governo. A única moção aprovada foi a que proíbe membros do partido de assumir cargos no governo federal nos próximos 30 dias. O prazo foi determinado pela decisão que o Diretório Nacional, eleito sábado, tomará sobre a manutenção do apoio ao governo.


A maioria dos integrantes da nova Executiva Nacional do PMDB eleita sábado já integrava a executiva anterior. Os novos nomes são o do senador Romero Jucá, no lugar de Valdir Raupp (RO), e Eliseu Padilha, que substitui a ex-deputada Iris Araújo (GO).


Os principais cargos da Executiva Nacional do PMDB ficaram assim ocupados:


Presidente: Michel Temer (SP); 1º vice-presidente: senador Romero Jucá (RR); 2º vice-presidente: Eliseu Padilha (RS); 3º vice-presidente: deputado federal João Arruda (PR); secretário- geral: deputado federal Mauro Lopes (MG); 1º secretário: Gedel Vieira Lima (BA);
2º secretário: deputado federal Leonardo Picciani (RJ); tesoureiro: senador Eunicio Oliveira (CE); e tesoureiro adjunto, senador Valdir Raupp (RO).

Não é hora de dividir


O vice-presidente da República Michel Temer disse durante discurso na convenção nacional do PMDB, que "não é hora de dividir os brasileiros, de acirrar ânimos e levantar muros". Segundo ele, em um momento atual de grave crise política e econômica, a hora é "de construir pontes".

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