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Oposição não acredita em racha no grupo adversário

12 Jul 2011 - 22h00
Giroto é um dos pré-candidatos a prefeito da Capital - Crédito: Foto: DivulgaçãoGiroto é um dos pré-candidatos a prefeito da Capital - Crédito: Foto: Divulgação
Campo Grande - Apesar de manifestações favoráveis ao lançamento de candidatura própria de alguns partidos que integram a base de apoio do prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB), setores do PT não acreditam em rompimento no grupo liderado pelo governador André Puccinelli (PMDB).

Na prática, eles não apostam de jeito nenhum no êxito das pré-candidaturas alardeadas pelos principais dirigentes do PSDB, DEM e PPS, legendas que fazem parte do grupo político que se manifestaram interessadas em caminhar com as próprias pernas nas eleições de 2012.


Ao menos por enquanto, o PSDB trabalha com a possibilidade de oficializar a candidatura do deputado federal Reinaldo Azambuja à sucessão municipal, enquanto DEM e PPS têm como alternativas os nomes do deputado federal Luiz Henrique Mandetta e do vereador de Campo Grande, Athayde Nery, respectivamente.

O deputado estadual Paulo Duarte (PT), por exemplo, não acredita que os partidos e parlamentares da base de sustentação do prefeito e do governador, vistos como rebeldes em alguns momentos, não devem romper com o grupo para tocar uma empreitada independente.

Há dias, o prefeito Nelsinho Trad teve de jogar duro para conter dentro da prefeitura o clima pré-eleitoral estabelecido pelos partidos aliados favoráveis a ideia de candidatura própria.

Irritado com a situação, o prefeito foi obrigado a sugerir que os secretários e membros do segundo escalão renunciassem a seus cargos se quisessem fazer campanha antes do tempo.

A broca do prefeito surtiu efeito, uma vez que os “rebeldes” deram uma trégua, ou seja, desistiram de falar em candidatura própria para preservar seus empregos. Quem mais ficou indignado com o puxão de orelhas do prefeito foi Athayde Nery, que só calou-se diante dos apelos do governador André Puccinelli, que fez o papel de bombeiros a fim de acalmar o ânimo dos mais exaltados.

Como principal adversário do hegemônico PMDB na Capital, o petista defende o alinhamento entre os demais partidos contrários aos governistas a fim de chegar fortalecido na campanha eleitoral do ano que vem.

O deputado estadual Alcides Bernal (PP), que se inclui entre os possíveis candidatos da oposição, aponta como alternativa a formação de uma frente partidária para disputar a prefeitura da Capital.

Além de seu próprio nome, o deputado cita como opções o ex-governador Zeca do PT, o empresário Antonio João Hugo Rodrigues (PSD) e o ex-deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT).

Em sua avaliação, sem uma composição de forças dificilmente será possível bater o candidato governista no maior colégio eleitoral sul-mato-grossense.



Grupo não sabe se candidato sai do PMDB ou do PR


As articulações em torno da escolha do candidato governista incluem duas vertentes políticas: ou o grupo liderado por Nelsinho Trad e André Puccinelli lançam um nome do PMDB ou do PR.

O fato é que a ideia da cúpula nacional do PMDB é lançar candidatos a prefeito em 24 das 26 capitais, conforme afirmou o presidente em exercício do partido, senador Valdir Raupp (PMDB-RO), em entrevista ao jornal "Valor" na segunda-feira. No entanto, isso não significa que a estratégia inclua Campo Grande.

Em 2008, ano da última eleição municipal, a legenda teve candidatos majoritários em apenas 11 capitais.

Em Campo Grande, o partido trabalha com várias hipóteses de candidatura, já que há três pré-candidatos: o vice-prefeito Edil Albuquerque, o presidente da Câmara de Vereadores, Paulo Siufi, e o secretário de Habitação, Carlos Marun.

Entretanto, o governador André Puccinelli trabalha com a possibilidade de apoiar o deputado federal Edson Giroto, ex-peemedebista que migrou para o PR.

"Já estamos fechados em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. A preocupação agora é lançar candidatura própria na maioria das capitais", afirmou Raupp, ressaltando que as únicas capitais em que o partido não discute o lançamento de candidaturas são Goiânia e Porto Alegre, onde os prefeitos eram peemedebistas, mas renunciaram ao cargo no ano passado para concorrer aos governos estaduais.

"Onde o PMDB tem aliança sólida, vamos respeitar. Onde não tiver, vamos lançar candidato", declarou Raupp ao jornal de circulação nacional, sem, no entanto, lembrar a capital sul-mato-grossense.

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