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Marqueteiro de Dilma e Lula tem prisão decretada na 23ª fase da Lava Jato

23 Fev 2016 - 06h00
João Santana, marqueteiro das campanhas do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff. - Crédito: Foto: RepoduçãoJoão Santana, marqueteiro das campanhas do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff. - Crédito: Foto: Repodução
A Polícia Federal deflagrou ontem (22), a Operação Acarajé - 23ª fase da Operação Lava Jato -, que tem como alvo central o marqueteiro João Santana, das campanhas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff, que teve decretado um mandado de prisão temporária contra ele. A Justiça também decretou a prisão temporária de sua mulher e sócia, Mônica Moura.


O foco são os pagamentos feitos pela construtora Norberto Odebrecht para Santana no exterior que somam cerca de US$ 3 milhões. A PF saiu às ruas ontem para cumprir 51 mandados decretados pelo juiz federal Sérgio Moro. São duas prisões preventivas e seis temporárias.


Foi preso o operador de propinas Zwi Skornicki e estavam em andamento buscas e apreensões ainda na Odebrecht. Santana não foi preso, pois está na República Dominicana, onde trabalha na campanha à reeleição do presidente do país.


Foram feitas buscas e prisões na Bahia (Salvador e Camaçari), Rio de Janeiro (Rio, Petrópolis, Angra dos Reis e Mangaratiba) e São Paulo (São Paulo, Campinas e Poá).


Segundo a PF, são três grupos alvos: o da Odebrecht (empresarial) responsável pelos pagamentos, o do operador de propinas, Zwi Skornicki, e o recebedor, envolvendo os negócios do marqueteiro do PT.
O nome da operação, Acarajé, é uma alusão ao apelido usado pelos alvos para designar dinheiro.

Investigação


O inquérito investiga supostos pagamentos de R$ 7 milhões ao marqueteiro pela Odebrecht em paraísos fiscais. Na última década, o publicitário se dedicou no Brasil a campanhas do PT. A Polis Propaganda e Marketing assinou as campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006 e da presidente Dilma Rousseff, em 2010 e 2014. O publicitário está fora do País.


A Lava Jato chegou a João Santana por meio de anotações encontradas no aparelho celular de Marcelo Odebrecht, preso desde junho do ano passado, na 14ª fase da Lava Jato. Na mensagem a um executivo da empresa, Marcelo alerta: “Dizer do risco cta suíça chegar na campanha dela”. A partir de então, foram instauradas investigações para rastrear contas no exterior que teriam Santana como destinatário final do dinheiro.


Outro fato que chamou a atenção dos investigadores foi um documento manuscrito enviado por Mônica Moura, mulher e sócia do marqueteiro, ao consultor Zwi Skornicki que apontou duas contas, uma nos Estados Unidos e outra na Inglaterra. O consultor é representante da Keppel Fels, estaleiro de Cingapura que prestou serviços à Petrobrás e seria o operador da propina paga pela empresa no país. A Keppel Fels firmou contratos com a Petrobras entre 2003 e 2009 no valor de US$ 6 bilhões.


Em despacho na semana passada, o juiz Sérgio Mouro negou pedido dos advogados de João Santana para ter acesso às investigações justificando que o rastreamento financeiro demanda sigilo, sob risco de dissipação dos registros ou dos ativos. “Como diz o ditado, o dinheiro tem ‘coração de coelho e patas de lebre’”, escreveu o magistrado.


No sábado, os criminalistas Fábio Tofic Simantob e Débora Gonçalves Perez, informaram ao juiz Sérgio Mouro que seus clientes estavam à disposição dele “para prestar todos os esclarecimentos necessários à descoberta da verdade” e que ouvi-los em caráter preliminar poderia “evitar conclusões precipitadas e prevenir danos irreparáveis que costumam se seguir a elas, mormente porque neste caso os prejuízos extrapolariam o conturbado cenário político brasileiro, pois os peticionários estão hoje incumbidos da campanha de reeleição do presidente Danilo Medina, da República Dominicana”.


Os advogados também afirmaram que a Lava Jato “foge completamente ao perfil de investigados que não são nem nunca foram funcionários públicos; não são nem nunca foram empresários com contratos com o poder público; não são nem nunca foram operadores de propina ou lobistas”. Segundo o advogado, Santana e a mulher são “jornalistas e publicitários de formação” de renome internacional no marketing político. “Cada centavo que receberam na vida sendo fruto exclusivo de seu trabalho absolutamente lícito”.

Apartamento


O marqueteiro João Santana - é suspeito de ter oculto dinheiro ilegal recebido da Odebrecht na compra de um apartamento de R$ 3 milhões, em São Paulo. O juiz federal Sérgio Moro, que conduz os processos da Lava Jato, decretou o sequestro do imóvel a pedido da força-tarefa do Ministério Público Federal e da Polícia Federal.

Odebrecht


Às vésperas de ser sentenciado pelo juiz federal Sérgio Moro - em ação penal em fase de alegações finais, o empreiteiro Marcelo Bahia Odebrecht é um dos alvos da 23ª fase das investigações do Ministério Público Federal e da Polícia Federal. A Operação Acarajé traz novas e contundentes provas, segundo investigadores, contra o maior empreiteiro do País.


Em batalha jurídica com a Justiça Federal do Paraná e preso desde 19 de junho de 2015 - alvo da 14ª fase batizada de Operação Erga Omnes -, Odebrecht deve responder por mais essas novas acusações, envolvendo pagamentos para o marqueteiro do PT.

Fora de alcance


O procurador regional da República Carlos Fernando do Santos Lima, da força-tarefa, afirmou que foram encontrados indícios de que a empreiteira Odebrecht “vem retirando” investigados do “alcance das autoridades”. Cinco alvos de pedido de prisão da Operação Acarajé, deflagrada ontem estão no exterior, entre eles o marqueteiro do PT João Santana e executivos da Odebrecht que eram os supostos controladores de contas do grupo no exterior.

TSE


Líderes de oposição na Câmara dos Deputados acreditam que a nova fase da Operação Lava Jato, batizada de Acarajé, deve reforçar a ação que tramita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a chapa da presidente Dilma Rousseff e seu vice, Michel Temer. Os oposicionistas consideram que há indícios suficientes para comprovar que “dinheiro sujo” irrigou a campanha petista e lembram que a prática de caixa 2 já foi denunciada em 2005, durante o escândalo do mensalão do PT.

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