Dourados – MS quinta, 24 de setembro de 2020
Dourados
33º max
17º min
Pets

Investigada na Lava Jato, Andrade Gutierrez faz acordo e vai pagar R$ 1 bi

30 Nov 2015 - 08h33
A empreiteira Andrade Gutierrez assinou acordo com a força-tarefa responsável pela Operação Lava Jato, pelo qual vai colaborar com as investigações sobre a existência de um cartel de licitações na Petrobras e reconhecer a prática de crimes, bem como pagar multa de cerca de R$ 1 bilhão pelos prejuízos causados com desvios de dinheiro público nas obras da Usina Nuclear Angra 3 e de estádios da Copa do Mundo de 2014.

O acordo ainda depende de homologação da Justiça. Nos acordos assinados pelas empresas investigadas na Lava Jato com o Ministério Público, as empreiteiras se comprometem a entregar novas provas sobre o esquema de corrupção na Petrobras e em outras obras. Em troca, o Ministério Público não oferecerá denúncia criminal e civil contra os envolvidos. O acordo tem objetivo de garantir a devolução do dinheiro desviado.

De acordo com as investigações, o consórcio formado pelas empresas Camargo Corrêa, UTC, Andrade Gutierrez, Odebrecht, EBE e Queiroz Galvão transferia recursos para empresas intermediárias, que repassavam a propina para o ex-presidente da Eletronuclear Othon Luiz Pinheiro da Silva.

Segundo o Ministério Público, houve pagamento de propina por parte da Andrade Gutierrez em contratos desde 2009 para uma empresa de propriedade de Othon Luiz, que teria recebido R$ 4,5 milhões.

As fraudes foram descobertas na 16ª fase da Lava Jato, batizada de Radioatividade, desencadeada a partir do depoimento do executivo da Camargo Corrêa Dalton Avancini, que assinou acordo de delação premiada com a Justiça Federal. Na delação, ele revelou a existência de um cartel nas contratações de obras da Angra 3 e chegou a citar Othon Luiz Silva como beneficiário de propinas.

Procurada pela Agência Brasil, a Andrade Gutierrez afirmou que não vai se manifestar sobre o acordo.
Após a assinatura do acordo, o presidente afastado da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, foi transferido na sexta-feira para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Também foram transferidos outros dois ex-executivos da empreiteira, Elton Negrão e Flávio Barra.

Otávio Marques e Elton Negrão foram presos na 14ª fase da Lava Jato, denominada Erga Omnes. Deflagrada em junho deste ano, a operação investiga as empreiteiras Odebrecht e Andrade Gutierrez. Já Flávio Barra foi preso na 16ª fase.

Deixe seu Comentário

Leia Também

Prefeitura arcará com castração e vacinas de gatos e cães acolhidos
Em MS

Prefeitura arcará com castração e vacinas de gatos e cães acolhidos

17/09/2020 09:23
Prefeitura arcará com castração e vacinas de gatos e cães acolhidos
Projeto obriga síndico a comunicar maus-tratos de animais em condomínios
Brasil

Projeto obriga síndico a comunicar maus-tratos de animais em condomínios

15/09/2020 11:33
Projeto obriga síndico a comunicar maus-tratos de animais em condomínios
“Muita gente desconta no animal, como se ele tivesse culpa”, diz criadora de abrigo
Cães abandonados

“Muita gente desconta no animal, como se ele tivesse culpa”, diz criadora de abrigo

13/09/2020 09:05
“Muita gente desconta no animal, como se ele tivesse culpa”, diz criadora de abrigo
Senado aprova aumento de pena para agressores de cães e gatos
Maus-tratos

Senado aprova aumento de pena para agressores de cães e gatos

10/09/2020 13:38
Senado aprova aumento de pena para agressores de cães e gatos
Tutores de animais de estimação devem ficar atentos a produtos de limpeza
Pets

Tutores de animais de estimação devem ficar atentos a produtos de limpeza

03/09/2020 12:03
Tutores de animais de estimação devem ficar atentos a produtos de limpeza
Últimas Notícias