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POLÍTICA

Eduardo Cunha afirma que não existe chance de renunciar

29 Mar 2016 - 12h21
Presidente da Câmara, Eduardo Cunha - Crédito: PMDB-RJPresidente da Câmara, Eduardo Cunha - Crédito: PMDB-RJ
Com a crise política aumentaram os rumores da renúncia do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que poderia abrir mão do cargo para salvar seu mandato de deputado. A cassação é a pena máxima que o Conselho de Ética pode lhe conferir, quando o arrastado processo chegar ao fim.

Réu na Lava Jato, Cunha continua negando com veemência a possibilidade de renunciar. De acordo com o Portal Uol em entrevista pela manhã quando questionado o presidente falou sobre a eventual renúncia afirmando "Óbvio que não. Menor possibilidade. Chance zero".

Se é para uma eventual cassação ou afastamento por força do Supremo Tribunal Federal (STF) ou mesmo porque sua temporada à frente da Casa termina no início do próximo ano, é fato que a sucessão de Eduardo Cunha é pauta nas conversas de bastidores.

O cargo, inclusive, entra nas negociações de apoio ao eventual governo do atual vice-presidente da República, Michel Temer, que assume o comando do país caso Dilma seja defenestrada no processo de impeachment que corre na Câmara.

Deputados que articulam o impeachment de Dilma defendem que o próximo presidente da Câmara seja do grupo conhecido como "centrão", que envolve partidos como PP, PR, PSD e PDT, legendas que, inclusive, tendem a deixar o governo Dilma após a oficialização do rompimento do PMDB, na tarde de hoje.

O deputado Rogério Rosso (PSD-DF), atual presidente da comissão do impeachment, é um dos cotados a assumir a vaga. Rosso circula bem por todos os grupos do Parlamento, característica que interessa a Temer, que, se seguido o script, terá que fazer um governo de coalizão, administrando muitos partidos e interesses.

Aliados de Cunha dizem que ele tem apreço pelo nome de Rosso, assim como tem pelo nome de Jovair Arantes (PTB-GO), atual relator da comissão de impeachment.

A escolha de Rosso e Jovair para comandar o colegiado que discute a admissibilidade do processo de impedimento da petista foi feita, inclusive, em reunião comandada por Cunha, em sua residência oficial, na noite anterior à eleição que os confirmou nos cargos.

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