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Defesa de Delcídio não cogita delação premiada, diz assessor

02 Dez 2015 - 08h38
Senador Delcídio foi preso semana passada numa das fases da Operação Lava Jato. - Crédito: Foto: ReproduçãoSenador Delcídio foi preso semana passada numa das fases da Operação Lava Jato. - Crédito: Foto: Reprodução
O senador Delcídio do Amaral (PT-MS) não pretende fazer acordo de delação premiada, de acordo com Eduardo Marzagão, assessor do parlamentar. Delcídio foi preso semana passada numa das fases da Operação Lava Jato.
“Ninguém, em segundo nenhum; nem advogado, nem familiar; ninguém nunca cogitou ou propôs a ele que fizesse delação premiada”, afirmou Marzagão, tendo por base conversas com os advogados de defesa e com parentes do senador.

Os advogados de defesa pretendem apresentar ainda esta semana um “pedido de relaxamento” da prisão, sob a justificativa de que o senador em nenhum momento tentou obstruir as investigações que estão sendo feitas em decorrência da Operação Lava Jato. Marzagão disse ainda que isso deve ser feito após o segundo depoimento do senador às autoridades, previsto para os próximos dias.

Na sexta-feira (27), Delcídio recebeu a visita da esposa, Maika do Amaral Gomez. Está prevista uma nova visita dela ainda esta semana. De acordo com o assessor, Delcídio tem sido “super bem tratado” na Superintendência da Polícia Federal, onde está preso desde o dia 25, após ter a prisão decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Leitura

O senador tem dedicado parte do seu tempo à leitura. Atualmente está lendo o livro Brasil: Uma Biografia, de Lilia Moritz Schwarcz e Heloisa Starling. Nos primeiros dias leu o livro A Origem do Estado Islâmico, do jornalista irlandês Patrick Cockburn. Os dois livros foram presenteados por Marzagão.

Segundo denúncia da Procuradoria-Geral da República, Delcídio ofereceu R$ 50 mil mensais à família do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró para evitar a citação do nome do parlamentar nas investigações. Delcídio teria oferecido também ajuda política no Poder Judiciário em favor de Cerveró para que o ex-diretor não fizesse acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal.

Representação

Os partidos Rede Sustentabilidade e PPS entraram, na tarde de ontem (1), com representação no Conselho de Ética pedindo investigação que pode culminar na cassação do mandato de Delcídio Amaral (PT-MS) por quebra de decoro parlamentar. Os partidos de oposição, PSDB e Democratas, assinaram carta de apoio, mas preferiram não assinar a representação para estarem aptos a fazer a relatoria do processo

“Os notórios acontecimentos envolvendo o senador Delcídio Amaral, que foram diagnosticados e denunciados pela Procuradoria Geral da República (PGR) e resultaram em sua prisão por parte da Polícia Federal, constituem claramente o descumprimento do Código de Ética e Decoro Parlamentar. Por isso entramos com a representação no Conselho de Ética”, argumentou o líder da Rede, Randolfe Rodrigues (AP).

Como prevê a Constituição, a representação é assinada pelos presidentes da Rede, Gabriela Barbosa Batista, e do PPS, Roberto João Pereira Freira. Em anexo, segue carta de apoio assinada pelos líderes partidários Randolfe Rodrigues, José Medeiros (PPS-MT), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e Ronaldo Caiado (DEM-GO).

Como adiantou o jornal O Estado de S.Paulo na edição do último domingo, a estratégia da oposição em não assinar a representação é garantir que os senadores possam participar do sorteio da relatoria do processo, caso seja admitido pelo presidente do Conselho de Ética. O Código de Ética não permite que membros do partido do senador investigado, bem como do partido que representaram contra ele, sejam relatores.
“Se todos os partidos subscrevessem a representação, nós estaríamos com um embaraço regimental porque, pelo regimento, todos eles estariam impedidos de assumir a relatoria”, justificou Cássio Cunha Lima.

A representação será encaminhada ao Conselho de Ética, onde o presidente João Alberto Souza (PMDB-MA), terá cinco dias úteis para decidir pela admissibilidade da representação, podendo dar continuidade ou arquivar o processo de imediato.

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