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ZIKA E MICROCEFALIA

Cientistas avançam em remédio para evitar contágio do vírus da zika

24 Mar 2016 - 09h39
Cientistas avançam pesquisa por um remédio que evite o contágio pelo vírus da zika. - Cientistas avançam pesquisa por um remédio que evite o contágio pelo vírus da zika. -
Um grupo de cientistas tem avançado na pesquisa por um remédio que evite o contágio pelo vírus da zika. Realizado principalmente por norte-americanos, o estudo está em fase pré-clínica e é feito com drogas já existentes, como as utilizadas para conter a malária. A meta é que testes clínicos sejam realizados antes dos Jogos Olímpicos de 2016, que começam em agosto no Rio de Janeiro.

"Precisamos de outras opções enquanto vacinas estão sendo desenvolvidas. Uma importante descoberta é que nós identificamos drogas que possuem atividade (em testes de laboratório) contra o vírus da zika", explicou Robert W. Malone, diretor da farmacêutica Atheric Pharmaceutical e parte do grupo de pesquisa Zika Response Group.

A expectativa é que sejam necessários ao menos três anos para que fiquem prontas as vacinas contra o vírus. Até o momento, existem 23 projetos de vacina em desenvolvimento nos EUA, França, Brasil, Índia e Áustria, segundo a OMS. A entidade afirmou ainda que acredita que a vacina só fique pronta após o fim deste surto do vírus.

"Estamos acelerando o desenvolvimento desses remédios em cooperação com a OMS, Departamento de Saúde dos EUA e esperamos começar a trabalhar juntamente com o Ministério da Saúde do Brasil, OPAS e Fiocruz", explica Malone.

De acordo com o cientista, os testes envolvem a contaminação de células in vitro por vírus da zika e o posterior combate com diferentes drogas. Os remédios que combatem a malária, como a amodiaquina, apresentaram resultados satisfatórios. Os primeiros testes apontam que o composto pode bloquear a infecção das células pelo vírus, conta o pesquisador.

A amodiaquina já foi utilizada no passado no Brasil no tratamento da malária, explica André Siqueira, pesquisador do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fiocruz. Ela é um dos princípios ativos de um remédio de baixo custo usado em países africanos contra a malária. O ASAQ custava, em 2014, menos de US$ 1 para o tratamento de três dias dado a adultos, segundo informações da fabricante Sanofi.

Nosso foco é em drogas profiláticas que podem ser disponibilizadas por um baixo custo em todo o mundo e que são seguros para serem usados por grávidas. É muito mais fácil prevenir a infecção do que curar uma existente. Mas é muito cedo para especular isto"

O grupo norte-americano pretende começar testes clínicos em humanos antes mesmo dos Jogos Olímpicos de 2016. Para isso, Malone diz que será preciso "muito trabalho e sorte", além de recursos para a pesquisa. Se esses remédios se tornarem efetivos, podem chegar ao Brasil após autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

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