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Paz na terra! mas... com esses artífices, é difícil!

09 Jan 2016 - 07h00Por César Cordeiro Do Progresso
José Alberto Vasconcellos

Paz na terra aos homens de boa vontade! É um mandamento imperativo e ao mesmo tempo um desejo, que busca estabelecer as bases para a convivência humana, dentro dos parâmetros que orientam o homem civilizado. Infelizmente esse mandamento não alcança os fanáticos e os corruptos, cuja truculência material e moral geram conseqüências, que fogem à compreensão humana.


A paz, a harmonia e a solidariedade são os princípios que orientam e realizam o progresso com justiça, entre os humanos. Ações nefastas, que levam a caminhos tortuosos, negando a virtude desses mandamentos fundamentais, conduzem a humanidade para os desastres sociais, que ceifam vidas, trazem a fome e a miséria.


Testemunhamos correntes migratórias de populações inteiras, fugindo de hordas de bandidos, a caminho da Europa, para livrarem-se da truculência do fanatismo ou da usurpação corrupta desmedida: bestialidades que negam qualquer direito à sociedade civilizada.


Solidariedade, é a dependência mútua entre os homens. É sentimento nobre que os leva a respeitarem-se e a auxiliarem-se, mutuamente, municiados apenas pela simpatia ou movidos pelo sentimento de piedade pelo próximo. É compromisso pelo qual as pessoas obrigam-se, naturalmente, umas às outras, apoiarem-se mutuamente, para vencer obstáculos ou agruras, que sozinhas não conseguem.


O fanatismo, cultivado pela ignorância, fomentado pela ambição e conduzido pela truculência contra seres desprotegidos, revoga a solidariedade, sepulta os sentimentos humanos e avança, sem piedade sobre a sociedade civilizada, para saciar-se de sangue e deslumbrar-se com a miséria e a fome, que provoca em comunidades inteiras. Transformam sociedades organizadas em hordas nômades sem identidade e desorientadas. Tudo conforme acontece, presentemente, com os refugiados procedentes da África, do Oriente Médio e do Sudeste Asiático, que invadem a Europa numa corrente migratória interminável, a procura de lugar para saciar a fome e agasalhar-se do frio que assola o continente, tomado pelo inverno.


A revista VEJA, ed. 30.12.15, à pág. 86, descreve o fenômeno migratório: “Muito além das metáforas: “Tsunami humano”, “onda de refugiados”, “enxame de gente” e “inundação migratória”, foram algumas das figuras de linguagem usadas para descrever o súbito aumento do número de estrangeiros que entraram clandestinamente na Europa vindos da África, do Oriente Médio e do Sudeste Asiático. Todas deixavam transparecer o pânico que o fenômeno despertou nos cidadãos europeus.”


Ainda na mesma revista e na mesma página: “O que se viu foram cenas (...) de uma multidão de refugiados que, a caminho da Áustria e da Alemanha, teve de entrar na Eslovênia via Croácia após ser barrada na Hungria, tal qual um rio desviado do seu curso...”


Essa negação de solidariedade humana, manifestada pelos HUNGAROS – impedindo que os refugiados cruzassem por seu território a caminho da Áustria e da Alemanha – envergonha a memória de Franz Liszt (1811-1886), compositor e pianista húngaro, conhecido, amado e admirado mundialmente. Virtuose incomparável, compôs as famosas Rapsódias húngaras.


Acontecimentos que aviltam a humanidade, sedimentados no fanatismo, repetem-se no curso da história: a invasão japonesa na China e seus “kamikases” no Pacífico; os Alemães com seus Campos de Extermínio; a invasão da Ucrânia pela Rússia; o Boko Haran na África e o Estado Islâmico no Oriente Médio e no Sudeste Asiático.


MIGUEL DE CERVANTES (1547-1616), criador do Dom Quixote, assim definiu: “A história é a mãe da verdade, êmula do tempo, depositária das ações, testemunha do passado, exemplo e anúncio do presente, advertência para o futuro.” (Veja, op.cit. pág. 151). É pacífico o entendimento, de que o povo que não conhece sua história, está fadado a repeti-la. E O CAMINHO MAIS CURTO é: votar em políticos que furtam até a merenda das crianças, nas escolas.


Quando finda o ano, que se vai negativo para o País e funesto para a Nação, forçoso é tomar boa nota, para não repetir enganos em futuras eleições.


Depurar a atividade política, afastando corruptos e ladrões da atividade pública, É DEVER INARREDÁVEL DE CADA ELEITOR. Esses escroques, representam apenas os próprios interesses. Personificam a mentira, a indiferença, a desonestidade e o atraso, que tira o emprego, a saúde e a educação; revivem a inflação e empobrecem a Nação.


Esses políticos trabalham para transformar-nos em migrantes famintos e desorientados, como testemunhamos hoje, na Europa!


Paz na terra, como?

Membro da Academia Douradense de Letras. e-mail: [email protected]

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