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O preconceito nosso de cada dia

21 Jul 2011 - 07h42
Itaciana Santiago *

Falamos que pertencemos a um país livre, democrático, leia-se democrático como “uma sociedade em que as opiniões são livres e, portanto, são forçadas a se chocar e, ao se chocarem, acabam por se depurar”, no entanto insistimos nos preconceitos nossos de cada dia. Não toleramos quem quer que seja, a afrontar nossas idéias e valores, não importa se esses valores são arcaicos e ultrapassados, importa que diferem do nosso modo de pensar, pensar esse que muita das vezes nasce de ações impensadas, que levam pela execução da superficialidade.

Se analisarmos a nossa história, veremos que passamos por um processo, digamos que, de constante busca de algo para julgarmos e dar a nossa pronta opinião. Somos levados pela impulsividade e superficialidade e generalizamos sempre, sendo que, em geral o ponto de partida do preconceito é justamente essa generalização do tipo: “todos alemães são prepotentes”, “todos americanos são arrogantes”, “todos os ingleses são frios”, “todos os baianos são preguiçosos”, “todos os paulistas são metidos”, etc.


Segundo o filósofo italiano Norberto Bobbio, “precisamente por não ser corrigível pelo raciocínio ou por ser menos facilmente corrigível, o preconceito é um erro mais tenaz e socialmente perigoso”. É assim que de época em época escolhemos algum movimento, alguma ação comportamental, para analisarmos sob nossa ótica e julgar à nossa maneira, como o preconceito da classe social, contra deficientes, preconceito racial e por fim, o que está atualmente causando horror (nessa classe) o da orientação sexual.


Vemos nos noticiários a grande perseguição sofrida por homossexuais, chegando às atrocidades de espancar, matar, achincalhar, denegrir, discriminar... quem somos para julgar o comportamento de outrem? Para excluir, não somos todos iguais? Filhos de Deus? Atire a primeira pedra, aquele que nunca pecou... Enquanto estamos preocupados em analisar a vida alheia, deixamos a nossa própria a revelia, causamos sofrimento e dor desnecessários e por quê? Para que?

Ainda segundo o filósofo, existe a hipótese de que a crença na veracidade de uma opinião falsa só se torna possível por que essa opinião tem uma razão prática: ela corresponde aos desejos, às paixões, ela serve aos interesses de quem a expressa. Sejamos sensatos, estamos livres de acontecimentos que condenamos?


Não olhe pelo buraco da fechadura, escancare a sua porta, deixa a alegria entrar, seja solidário, fraterno, não resmungue tanto, não tenha limite para o amor e ame incondicionalmente, assim como você quer ser amado. Pense nisso.


*Pedagoga, Psicopedagoga, Especialista em Família e Políticas Públicas, Membro do Comitê de Governança Unicef Opas.


######[email protected] | www.itacianasantiago.blogspot.com

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