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Mão beijada

15 Jun 2016 - 06h00
Mão beijada -
Pessoa politizada que está acompanhando atentamente essa questão polêmica de um projeto da Sanesul: mais trinta anos de concessão, participa da coluna com o seguinte comentário: "Tem alguma coisa estranha no ar, muito estranho, um projeto que vai vencer em 2019, o executivo manda agora para o legislativo e os vereadores em sua maioria aprovam um projeto desse, concedendo mais trinta anos de mão beijada para que a Sanesul continue explorando o serviço de água e esgoto, assim, sem mais, sem menos?


##### Na jogada


"Mais estranho ainda é saber que os vereadores, praticamente todos estão, coincidentemente em pré-campanha a reeleição. Essa água não está cheirando muito bem. Tem muita mistura nesta água que rola por debaixo desta ponte do Rio Dourados. Ainda bem que o Ministério Público entrou nessa jogada".

##### Portas fechadas


Prossegue a mesma pessoa atenta: "Outra coisa que eu acho um absurdo, porque a sede da Sanesul continua em Campo Grande e não se muda logo para Dourados?. Em Campo Grande faz é muito tempo que o serviço é privatizado. O que eu vejo na minha frente é muito cabide. E esse cabide é reforçado com este tipo de cheque em branco que grande parte dos vereadores querem passar para o município por sua vez beneficiar a Sanesul em um acórdão feito a portas fechadas sem a participação da sociedade. Tem jacaré neste Rio Dourados".

##### Mais Seguro


O governo do estado anunciou ontem investimentos de R$ 96 milhões, destinados à segurança pública. Esses investimentos vão estruturar o setor em Mato Grosso do Sul, mas o Estado ainda espera ajuda da União, especialmente na região de fronteira, afirmou o governador do Estado, Reinaldo Azambuja ontem de manhã durante o lançamento do MS Mais Seguro, que destinará veículos e armas, entre outros equipamentos, para as polícias Militar e Civil e Corpo de Bombeiros.

##### Ações de economia


Segundo Reinaldo, o montante é resultado de ações de economia aplicadas no governo, bem como resultado do ajuste fiscal do ano passado. O programa prevê equipamentos para todas as estruturas de segurança, na área de comunicação, além de treinamento e qualificação dos profissionais.

##### Auto-bomba


Foram entregues ontem pelo governo do estado oito ambulâncias de resgate, dois desencarceradores, ferramenta utilizada para livrar salvar vítimas, seis veículos auto-bomba de salvamento para o Corpo de Bombeiros, além de 230 armas e 34 motos para a Polícia Militar.

##### Crime organizado


O recurso será investido até 2017. Do total, R$ 56,7 milhões será reservado para viaturas, armas e munições que estão em fase de licitação; já R$ 16,8 milhões estão empenhados e o que foi entregue hoje custou R$ 6,8 milhões. Mas Reinaldo deixou claro que apesar do recurso para estruturar a segurança, o Estado espera ajuda do governo federal, especialmente para enfrentar o crime organizado na fronteira. "A região de fronteira e o sistema prisional precisam de ajuda da União. Já mostrei ao ministro da Justiça que precisamos do auxílio deles", disse.

##### Antiga lacuna


Deve-se reconhecer o empenho do governador Reinaldo Azambuja em se esforçar para estruturar a segurança pública em Mato Grosso do Sul, mas ao mesmo tempo lembrar que segurança pública também se faz com efetivo policial. É preciso reforçar o efetivo por exemplo de cidades como Dourados, que é polo para mais 35 municípios da região. O efetivo da PM responsável pelo policiamento ostensivo é o mais urgente. Não é de hoje que a sociedade de Dourados espera e clama por este reforço no efetivo. Quem sabe o governador Reinaldo que saiu do interior para a capital e conhece a realidade local possa também se esforçar para preencher esta antiga lacuna. Por enquanto ficam os méritos do governador Reinaldo Azambuja, pelo menos estar se esforçando para melhorar a segurança pública de Mato Grosso do Sul.

##### Campo de petróleo


Caiu a casa de Eduardo Cunha e esposa. O Ministério Público Federal cobra R$ 98,5 milhões do casal Eduardo Cunha e Cláudia Cordeiro Cruz, em ação de improbidade administrativa ajuizada segunda-feira (13). O valor, segundo os procuradores, corresponde ao acréscimo patrimonial ilícito do deputado afastado e de sua esposa e ao ressarcimento ao erário pela compra de um campo de petróleo em Benin, na África, em 2010. De acordo com a denúncia, o negócio rendeu US$ 10 milhões em propina a Cunha.

##### Direitos políticos


Na ação, a Procuradoria da República pede a indisponibilidade dos bens do casal, a suspensão dos direitos políticos do peemedebista por dez anos e o pagamento de R$ 80,67 milhões. Outros R$ 17,8 milhões são cobrados da jornalista Cláudia Cruz. Os dois também foram multados pelo Banco Central em mais de R$ 1 milhão por não terem declarado que mantinham recursos no exterior.

##### Gerar fatos


Em nota publicada em seu Twitter, Cunha criticou o pedido do Ministério Público. "Na ânsia de gerar fatos, sempre às vésperas do Conselho de Ética, agora propõem ação civil pública por ato de impropriedade administrativa. A absurda ação não poderia jamais ser proposta contra quem não praticava atos na Petrobras", rebateu. "Além de não ter nada a ver com os fatos, eu não era dirigente da Petrobras e recorrerei disso, bem como da distribuição, em Curitiba, que detém somente foro criminal, não cível", completa.

##### Conta secreta


De acordo com a acusação, o dinheiro ilícito saiu dos cofres da Companie Beninoise des Hydrocarbures Sarl (CBH), de Idalécio, como propina na venda fraudulenta do campo de Benin na Petrobras. O recurso passou pela offshore Acona, de João Augusto Henriques, e foi remetido em parte para o trust Orion, de Eduardo Cunha, antes de cair na conta secreta Kopek, de Cláudia Cruz. O Ministério Público cobra mais de US$ 10 milhões dos quatro réus.

##### Que frase!


"Quem confunde crítica com ofensa é o mesmo que confunde elogio com bajulação." (Rodrigo Bentes Diniz).

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