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Japão registra queda recorde em abril

31 Mai 2011 - 19h10
Carros esperam para serem enviados ao exterior no porto de Yokohama - Crédito: Foto: Shizuo Kambayashi/APCarros esperam para serem enviados ao exterior no porto de Yokohama - Crédito: Foto: Shizuo Kambayashi/AP
A produção e as exportações de automóveis do Japão sofreram quedas recordes em abril, uma vez que a falta de peças após o terremoto de março interrompeu as operações das principais fábricas por todo o mês. Segundo dados divulgados nesta terça-feira (31) pela Associação dos Fabricantes de Automóveis do Japão, a produção de veículos encolheu 60% em abril, ante o mesmo mês do ano passado, para 292.001 unidades. Ela supera a redução de 57,3% registrada em março, que era recorde. O volume de produção também foi o menor desde janeiro de 1968.

A queda na fabricação teve impacto também nas exportações, que em abril foram 67,8% menores do que no mesmo mês do ano passado, totalizando 126.061 unidades. Tanto a queda percentual quanto o baixo volume exportado foram recordes, confirmou uma porta-voz da associação.

Embora as montadoras tenham restabelecido suas linhas de montagem durante o mês de abril, a falta de peças como pneus e produtos de resina, além de dispositivos eletrônicos, limitou o volume de produção.

Toyota mostra otimismo

Apesar de ter previsto que só retomasse o nível de produção pré-terremoto no fim do ano, a Toyota revelou nesta terça que deverá alcançar os 90% de atividade ainda em junho.

Na última sexta-feira (27), a montadora anunciou queda recorde de 78,4% na produção em abril. Na Honda, o recuo chegou a 81,5%, também na comparação com o mesmo mês de 2010. A Nissan informou uma queda na produção de 48,7%.

O Banco de Desenvolvimento do Japão, segundo informações da Dow Jones, planeja criar um fundo com a associação das indústrias de autopeças para injetar dinheiro nas companhias do setor que foram atingidas pelo terremoto e ajudá-las a apressar a recuperação.

Efeitos no Brasil

Como consequencia da falta de peças importadas do Japão, Toyota e Honda anunciaram mudanças na operação no Brasil. A primeira parou a produção do Corolla em Indaiatuba (SP) por três dias em abril e neste mês. E, na última quinta (26), anunciou uma quarta parada, no dia 17 de julho.

A Honda passa por mudanças mais drásticas. No último dia 17, a montadora anunciou que a produção na fábrica de Sumaré (SP), onde são feitos o City, o Civic e o Fit, será cortada pela metade. Como consequencia, 400 funcionários serão demitidos.

O sindicato local entrou na Justiça pedindo a suspensão das demissões. A primeira audiência de conciliação, ocorrida na última quinta, terminou sem acordo. Uma nova reunião está marcada para o próximo dia 7, um dia após a retomada das operações na planta, que passa por uma pausa prevista anualmente. A parada, tradicionalmente feita para manutenção, estava programada para julho, mas foi adiantada por causa dos problemas com peças japonesas.

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