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Homenagem mais do que merecida

21 Dez 2015 - 10h43
Benê Cantelli

Diante deste esforço com a finalidade de homenagear aos profissionais do Jornal O PROGRESSO, depois de ler, com muito carinho e interesse pela história do nosso município, sei que, alguns menos avisados, poderiam alcunhar nossa honraria com palavras que nem convêm dar a conhecer a esses tais imberbes.


Conheci um pouco mais da história de nossa cidade e parte da região, onde ela está circunscrita. Muita coisa aprendi. Diversos fatos tornaram-se para mim revelados. Conheço muito de nossa cidade e região por conta da necessidade deste conhecimento para os Vestibulares.


Dourados, uma menina que cresceu rápido demais, em comparação com tantas outras de igual ou semelhante idade. Contudo, não foi daquelas que recebeu muita coisa de presente pelos políticos de ontem, Mato Grosso e, menos ainda com os do Mato Grosso do Sul. Sua terra, de origem vulcânica; seu povo intrépido e varonil fez brotar neste rincão o melhor do Mato Grosso do Sul.


Olhar Dourados envermelhando os calçados das crianças. Entumecendo as botinas dos trabalhadores, são algumas das grandes lembranças de nossa terra.


É tão bom e salutar ver escrito o que foi, e o que poderá ser nossa cidade. Não estamos em polo regional e centralizador, por isso, não teríamos condições de buscar ou querer que ela fosse a capital de nosso Estado. Essa honraria, estamos conhecendo com os mais diversos produtos do campo e grande concentração industrial.


É triste saber, mas é uma verdade. Estamos alijados de tudo aquilo que é importante e de fácil riqueza. Não temos ferrovias e, assim como foi no passado, não tivemos políticos com a envergadura daqueles que souberam reconhecer o potencial de nossa região, e deixamos ir para todos os lados, o que poderíamos ter de melhor em termos de produção industrial.


Temos o curtume, mas, não temos fábricas de sapatos, cintos e bolsas. Temos que industrializar o que produzimos, esta é a melhor receita de desenvolvimento.


Não temos grandes veias fluviais em nossa Região. Nem grandes e nem profundos. Inviabilizados estão os esforços por imaginar nossa região com uma bela malha hidroviária. Potencial nosso Estado tem, mas, nossa região, anseia.


O Jornal O PROGRESSO, está mais uma vez, de parabéns. Afinal, com versatilidade, busca incessante e desdobrada, seus funcionários não mediram esforços para fazer um Jornal que se notabilizou como um documental do que foi, e do que está sendo nossa cidade.


A marcha para o oeste, mesmo sendo viabilizada pela necessidade da guerra, fez nascer tudo aquilo que o tempo e a memória, sozinhas, nunca iriam fazer.


Na década de 40, vendo nascer o espírito idealizador,é marcada pela década do progresso em nossa região. O governo federal instalou aqui um polo de desenvolvimento que seria a marca da invasão de imigrantes de todas as regiões. O principal incremento imigratório veio através deste Polo, o nordestino. Pouco ou quase nada tinha para fazer em seu torrão pátrio. Não titubeou, e viu em nossa região o seu paraíso econômico.


Mais tarde com a criação de Brasília, nossa capital no Centro Oeste, motivou toda uma gleba de pioneiros, vindos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e do Paraná. Assustaram os nativos com tratores superpotentes e barulhentos que derrubavam árvores como se fossem delicados arbustos. Em pouco tempo conheciam-se os campos de soja, milho e arroz.


Imigrantes do oeste paulista compunham o bloco que fazia vertiginosa a relação de produção no campo, com a disposição do novo trabalho, associado à introspecção da máquina, boa terra e melhor tempo. No início da década de 80, Dourados era, já, umas das cidades que mais cresceu no Brasil central. Pouco tempo depois, era a terceira em número de habitantes e renda. Hoje está entre as melhores cidades do Brasil, em diversos níveis, mas, principalmente, em ganhos, produtos, capital, saúde, educação. É, sem dúvida, uma cidade efervescente. Tem muito para crescer e se fixar como uma histórica região de desenvolvimento e captação de recursos, principalmente, humanos, numa região em que poucos poderiam acreditar, por estar tão longe do glorioso leste brasileiro.


Obrigado PROGRESSO, obrigado equipe tão afinada deste Jornal, que nos brindou com tamanho presente, nesta quinta feira, próximo- passada.

Professor e Campista. e-mail: [email protected]

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