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Greve na Maruti Suzuki termina com perda de US$ 93 milhões

17 Jun 2011 - 15h10
Seguranças indianos protegeram a fábrica da
Maruti Suzuki durante a greve
 - Crédito: Foto: Manan Vatsyayana/AFPSeguranças indianos protegeram a fábrica da Maruti Suzuki durante a greve - Crédito: Foto: Manan Vatsyayana/AFP
A maior fabricante de automóveis na Índia, a Maruti Suzuki, anunciou nesta sexta-feira (17), que uma greve de 11 dias com o envolvimento de 2 mil trabalhadores acabou. Os funcionários exigiam o reconhecimento de um novo sindicato na fábrica de Manesar, cidade localizada a 45 km de Nova Déli. A paralisação gerou prejuízos de mais de US$ 93 milhões, ao atingir a produção de 12,6 mil carros, de acordo com a montadora. A empresa fabrica em média 1,2 milhão de veículos no país por ano.

As greves na Índia já atingiram a produção de fabricantes de veículos como a Hyundai Motor India e a Honda Motorcycle and Scooter Índia. Os argumentos principais das paralisações são baixos salários e más condições de trabalho.

A produção será retomada neste sábado (18), segundo a companhia. O impasse terminou à meia-noite desta quinta-feira (16), quando o ministro de Estado, Bhupinder Singh Hooda, reuniu-se com a alta administração da empresa e os líderes sindicais.

A gestão da empresa não reconheceu o novo sindicato, mas concordou em negociar. Mesmo assim, os trabalhadores que aderiram à greve terão de pagar três dias por cada jornada de trabalho perdida. De acordo com a lei indiana, a empresa pode cobrar até oito dias do salário de um trabalhador para cada dia de paralisação se a greve é considerada ilegal.

As ações da empresa chegaram a subir 3,69% a 1,233 rúpias, na Bolsa de Bombaim, mas caiu para 1,188, queda 0,12%.

A Maruti, agora, vai tentar aumentar a produção nas próximas semanas para compensar a paralisação, disseram analistas. No entanto, espera-se a falta de modelos a diesel.

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