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Ele voltou

14 Abr 2016 - 06h00
Ele voltou -
Nada como um dia atrás do outro e uma noite no meio. A frase é antiga, mas permanece mais atual do que nunca e serve para ilustrar a recondução do delator do Mensalão, Roberto Jefferson, ao comando nacional do PTB. Ele cumpriu a pena imposta pela Justiça e volta à ativa atirando para todos os lados, inclusive para cima do atual presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), o qual garante que cairá logo após o impeachment de Dilma.


Com essa postura, certamente, ele deve exigir dos deputados petebistas que votem em massa para derrubar a petista.

##### Tietagem


O presidente regional do PTB, ex-prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad, participa hoje (14) de ato político no qual Roberto Jefferson será reconduzido à direção nacional do partido. O evento ocorrerá às 10h, no Hotel Nacional, em Brasília, durante reunião do diretório nacional.


Jefferson se licenciou da presidência do PTB no segundo semestre de 2012, depois de condenado e preso no esquema Mensalão do PT. Quem estava à frente do comando da legenda era a filha dele, a deputada federal Cristiane Brasil (RJ).

##### Liberdade


Delator do esquema Mensalão, Jefferson teve a pena perdoada pelo STF no final do mês passado e pretende voltar à vida pública. Na semana passada, por exemplo, ele esteve na Câmara dos Deputados pela primeira vez desde que deixou a prisão –em Brasília, chamou Eduardo Cunha (PMDB-RJ) de "herói" e disse que pediria votos pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff.


"Eu volto para me reconciliar com a opinião pública nacional", afirmou. Ele disse que melhorou depois da condenação e que quer "peregrinar" pelo país.

##### Sem álcool


Se depender do prefeito Alcides Bernal (PP), os torcedores de Campo Grande vão continuar assistindo aos jogos dos seus times de ‘bico seco’, ou seja, sem a cervejinha para aliviar o calor. Ele vetou projeto do vereador Carlão (PSB) que permitia a volta da venda de bebidas alcoólicas nos estádios da Capital. Se a decisão é boa ou ruim para o futebol daqui, somente quem vai ao estádio é quem pode avaliar.


O futebol no País sempre esteve atrelado à cerveja e isso é cultural. Cabe ao torcedor questionar a proibição ou aceitar. Só não pode é deixar de ir ao estádio e torcer pelo seu time de coração.

##### Dúvida cruel


Os candidatos que vão às urnas nas eleições de outubro estão entre a cruz e a caldeirinha. Isso, porque, eles não contavam com um processo de impeachment no meio do caminho. Sabem, de antemão, que não podem contrariar seus potenciais eleitores sob o risco de perderem votos preciosos no dia 2 de outubro.


Outro detalhe que precisa ser levado em consideração diz respeito ao voto do povão, aquele que decide o resultado de qualquer pleito.

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