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Música

Elas Cantam

Show com Giani Torres e Fernanda Ebling é neste sábado no São Judas Tadeu

30 Nov 2019 - 10h40Por Hakeito Almeida
Giani Torres - Giani Torres -

Com talento, força e brilho próprios, as artistas regionais autorais Giani Torres e Fernanda Ebling vem despontando na cena cultural. Neste sábado, as cantoras estarão apresentando a partir das 22h, no São Judas Tadeu, o show “Elas Cantam”, com participações especiais de SoulRa, Jaqueline Altenholfer e do instrumentista P.V Sanches.   

Com uma trajetória de 16 anos, Fernanda Ebling participou de três bandas: No More (2003), que tinha como foco o rock nacional e internacional; Triburbanus (2004-2007) voltada ao reggae e o trio Sandra Rosa Madalena (2012-2013) que promoviam releituras do brega e do rock nacional. Partindo destas experiências, ela escolheu músicas do repertório de seus antigos grupos e montou o show “Raízes, que mostra hoje no São Judas Tadeu. Isto inclui músicas de própria autoria, além de hits de Marina Lima, Elis Regina, Adriana Calcanhoto, Rita Lee, Ana Carolina, Cassia Eller, Four non Blondes, The Cranberries, Natalia Imbruglia e Adele.

 Giani Torres vai presentear o público nesta noite de sábado, com o show “Te Vou Cantar", que reúne compilado de canções de sua memória poética e musical desde a infância. Neste resgate nostálgico surgem os ídolos Chico César, Gonzaguinha, Sergio Sampaio, Novos Baianos e tantos outros. Para festejar esta fase de 10 anos de carreira, Giani divide  o palco com o trio composto por Simão Gandhy (guitarra), Hélio Cruz (teclados) e Willian Grando (bateria e percussão).

A rapper SoulRa, traz um som autoral que carrega a identidade da resistência e solidariedade. Hanna Lopes festeja as músicas brasileiras, através das compositoras femininas. Jaqueline Altenhofer destacou-se com tributo a Cassia Eller e transita com desenvoltura pelo rock, samba, Bossa Nova e outros ritmos.

Protagonismo

Para Giani Torres, encontros musicais que homenageiam compositoras, maestrinas, instrumentistas e poetisas é uma demonstração que lugar de mulher é onde ela quiser. “ A cena musical aqui em Dourados bem como em localidades longe do eixo Rio-São Paulo são dominadas pelo sexo masculino.  Toco com um trio composto do por homens, todos meus amigos. A questão é a construção social da figura da mulher artista, seja em qualquer vertente da arte. Na música não é diferente, ou a mulher estoura no país ou fica relegada a um papel coadjuvante em suas regiões, localidades. No nosso caso, estamos lutando por um espaço. Neste show “Elas Cantam”, temos mulheres de várias gerações, com estilos diferentes. Nossa preocupação é não fazer disso apenas um discurso político ou feminista, embora, seja tudo isso também. Queremos lutar com o que a gente tem de melhor, que é a nossa musicalidade. Representatividade é tudo! Encoraja a todos e o mundo se transforma”, argumenta Giani.  

Fernanda Ebling diz que sempre houveram espaço para as mulheres no cenário musical. “A grande questão é a visibilidade e oportunidade em mostrar o som. Desde quando comecei minha carreira, em muitos festivais e shows, a minha banda era a única com voz feminina”, assinala.  

Nesta busca por igualdade, ela menciona as suas composições, como “Volúpia” e “Joana”. “A letra de “Joana”, que venceu em 2007, o 1º Festival da Canção, realizado pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems), fala de uma mulher que esquece de si mesma, para viver para os outros.  E quando percebem o tempo já foi. “Volúpia”, diz que Ela poderia ser o que ela quisesse. Se fizesse nos dias de hoje, não teria escrito com pretérito do futuro. Porque dá a ideia que ela poderia, mas não é. As músicas dizem sobre querer ser livre, arrancar as amarras e mágoas de sentimentos que machucam. Encontrar a si mesmo para dar conta de continuar”, arremata Fernanda, que tem como referências musicais, as artistas douradeneses, Dami Baz, Dani Muniz, Alice Fernandes, Camila Faca, Lillhan Gonçalves, Paula Siebeneichler, e muitas outras. “Com novos espaços culturais abrindo em Dourados, as chances de mostrar a música feminina tem aumentado. Além disso, hoje em dia com a expansão das plataformas de música online, as nossas composições podem chegar para uma plateia imensa”, comemora. 

 

Barreiras  

A disparidade das mulheres sobressair na indústria da música é preocupante.  O  relatório Por Elas Que fazem a Música divulgado no ano passado, pela União Brasileira dos Compositores (UBC), aponta que nos últimos sete anos, as listas Hot 100 da Billboard mostram que somente 22% das canções são interpretadas por mulheres, 12% são composições femininas e 2% das canções são produzidas por elas. 

A primeira edição do estudo “Por Elas Que Fazem a Música”, feito em 2017, indica que 14% dos associados à UBC, são mulheres. Quanto aos valores arrecadados, a renda média das mulheres associadas é 28% menor do que a dos homens. 

A pesquisa da UBC traz outras evidências das disparidades quanto ao total de rendimentos de direitos autorais distribuídos para produtores fonográficos: somente 3% são de mulheres, contra 97% de homens.   

O projeto Casa da Música Escuta as Minas, concebido pela plataforma streaming de música Spotify,  corrobora com este desnível de gênero no mundo. Levantamento constatou que as mulheres são apenas 12,3% dos compositores,s  10,4% dos indicados ao Grammy nos últimos sete anos e  2,1% dos produtores.

 

Serviço

"Elas Cantam"

São Judas Tadeu

Endereço: Rua dos Caiuás 85, 

Informações: (67)  9 9971-4131

 

 

 

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