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Destruição de um ideal

13 Jul 2011 - 05h07
                                        Destruição de  um  ideal -
Por Julio Capilé

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Quando o discípulo procura no lazer descansar a mente e passa a desprezar a companhia dos companheiros de ideal espírita; quando costuma encontrar motivos para faltar ao labor em sua seara na Doutrina; quando esquece o ideal do convívio com o Mestre; quando se acha muito conhecedor do bem e do mal e, assim, abandona suas obrigações recebidas com entusiasmo e alegria nos primeiros dias de sua iniciação; quando enfim, lembra-se só das coisas do mundo para sua vida de relação com o semelhante, passa a destruir o ideal que o encaminhou para as hostes do Evangelho.


Por um longo tempo vive as “delícias” de não se preocupar com evolução espiritual. O atrativo dos “agrados” do mundo o encaminha para as vibrações das paixões mundanas. Passa o tempo, mas chega a hora em que fica enfarado das sensações grosseiras de vícios e das noitadas inconscientes e ausência de responsabilidade.

Lembra-se de seus tempos de disciplina mansa e feliz; dos momentos em que comungava com os amigos espirituais, uns bons, outros nem tanto, e, volta ao reduto de seu aprendizado espiritual. Encontra-o mudado, pois o tempo modifica tudo, exceto a Doutrina, mas as pessoas são outras, os grupos evoluíram e estão muito à frente no conhecimento.

Envergonha-se em pedir reingresso, por estar tão atrasado ou mais do que na época em que se afastara do Centro. Tenta sintonizar com atuais orientadores encarnados, mas, se não se revestir de humildade sadia e desejo sincero de reiniciar a subida, dificilmente refaz a auto estima perdida com o afastamento sem explicação. Não tem mais aquela autoridade que a consciência sente quando cumpre integralmente os deveres cristãos.



Seus antigos companheiros estão trabalhando, estudando e dando passes. Ele que antes fazia o mesmo, pois sintonizava com espíritos evoluídos, voltou à fase carente de receber passes por ter angariado companhias espirituais galhofeiras e maldosas, com mentes sofridas ou preguiçosas. E aquele sonho antigo de comungar com os luminares, agora, em seu modo de pensar, parece impossível. Foi destruído pelo seu desleixo.



Reiniciar depois de tanto tempo com parcerias sombrias, requer força de vontade, humildade e fé; “jejum e oração”; pensamento positivo e esperanças renovadas.



Quem chegou a essas condições deve lembrar-se que a eternidade não tem pressa e nem Deus que é soberanamente Bom e Justo; que sempre temos oportunidades de retomar o caminho de trabalho com a certeza de que um dia seremos anjos.



######*Médico. Escreve às 4ªs feiras no O Progresso.

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