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Conjuntura

Cultural

05 Jul 2016 - 06h00
Cultural -
Se a Justiça levar a ferro e fogo as doações de campanhas eleitorais feitas por empresas a políticos - sejam eles do poder Executivo ou Legislativo – derrubaria o Congresso inteiro, governadores e até alguns prefeitos.


Isso porque, ninguém até hoje se elegeu a nenhum cargo público dessa envergadura sem o aporte financeiro da iniciativa privada. Isso se tornou prática comum e, por essa razão, a coisa mais normal do mundo.
A não ser que alguns paguem a conta pela maioria, o que, convenhamos, seria injusto.

##### Money e grade


É grande a expectativa em torno da candidatura de petistas e peemedebistas a prefeito e a vereador de Campo Grande. É que os dois partidos sofrem os efeitos devastadores da roubalheira generalizada em que se transformaram o país. Em razão disso, o povo está com os dois pés atrás quando ouve a pronúncia nome dessas duas siglas.


Sem poderem contar com o dinheiro da iniciativa privada, vão precisar convencer os amigos a emprestar a grana necessária. Alguns, inclusive, têm ainda a dona justa na cola pronta para dar o bote.

##### Corrida


Com avaliação regular em pesquisa recentemente divulgada, o prefeito Alcides Bernal (PP) terá que lutar muito por um segundo turno e tentar uma boa coligação se quiser permanecer no Paço Municipal. Seus concorrentes diretos, entre eles, Rose Modesto (PSDB) e Marquinhos Trad (PSD), lutam no maior quieto diariamente para conquistar o voto do campo-grandense. A disputa está em aberto e vai se eleger quem for mais competente na campanha.


A questão financeira é o maior complicador, uma vez que a lei impede grandes doações.

##### Perfil


O crescimento do uso das redes sociais não ficou restrito à população, também alcançou as administrações públicas, inclusive às prefeituras.


Com a aproximação do processo eleitoral e com a série de condutas vedadas impostas, alguns gestores locais desativaram perfis oficiais e alguns casos cancelaram as contas temporariamente.

##### Cuidado


Desde o último sábado (2), até a posse dos eleitos, os municípios precisam redobrar atenção com ações que podem levar a nulidade de pleito.


O artigo 73 da lei 9.504/1997 das eleições proíbe aos agentes públicos diversas condutas passíveis de alterar a igualdade de oportunidades entre os candidatos nas eleições. O texto legal proíbe a publicidade institucional dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos federais, estaduais ou municipais.

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