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Julio Capilé

Cuidados com a mediunidade

09 Mar 2016 - 09h33
Cuidados com a mediunidade -
Julio Capilé

É do conhecimento na Doutrina que todos somos médiuns; uns mais outros menos sensíveis. Todos sentem a influenciação dos espíritos, mas a maioria não registra. Porém, se prestarem atenção, quando entrarem em um templo -de qualquer religião- e, contrito, orar, sente aquele "arrepiozinho" gostoso do bafejo de espíritos bons que povoam as igrejas. Da mesma forma, quando chegarem a uma residência em que os cônjuges estão em desentendimento, sente como algo que os está expulsando daquela casa. Ambientes de botequim tem um ambiente agradável para os beberrões e não para os que cultivam as boas coisas do espírito. Isso tudo é sensibilidade mediúnica.


Há médiuns de psicografia, de psicofonia que costuma-se dizer "de incorporação", de efeitos físicos, de vidência, de audição, etc. Pois bem, em qualquer mediunidade, o comum é começar por perturbações, pois os espíritos mais atrasados sintonizam mais prontamente porque de um modo geral vivemos em lutas íntimas por insignificâncias do cotidiano.


Para evitar dissabores com a mediunidade muito aflorada, é bom procurar alguém entendido de quem poderá receber conselhos de como "desenvolver mediunidade". Muitas pessoas têm medo de desenvolver a mediunidade por não quererem nem ouvir falar em espírito. Mas a sensibilidade está ali a todo o tempo incomodando. Portanto, é bom desenvolver ou educar a mediunidade para evitar sofrimento desnecessário. Para quem não sabe, informamos que desenvolver é, na verdade, "aprender a não receber espírito" ao contrário do que muita gente pensa. Receber espírito, já que há mediunidade presente, em qualquer lugar e em todo tempo, o médium recebe. O importante é aprender a não receber. Isto é, receber somente quando quiser. Isso é mediunidade desenvolvida.


Os principais cuidados que o médium deve ter são: procurar sempre desenvolver bons sentimentos; lutar por eliminar os defeitos mais ou menos ocultos na alma, muitos dos quais a gente nem percebe que tem (em meditação profunda diária pode-se encontrá-los); evitar atritos e discussões; não pensar mal do semelhante, bem como fugir da maledicência; procurar por todos os meios viver em paz interior.


Como existem mais espíritos desencarnados do que encarnados, somos, até certo ponto, professores de muitos que de nós se acercam. Ensinamos e exemplificamos o bem ou o mal. Ficamos assim responsáveis pelo encaminhamento de muitos ainda atrasados que nos seguem os passos. Todos nós somos responsáveis pela exemplificação.


Como todos nós temos mediunidade, não custa nada a gente eliminar aqueles sentimentos que a Igreja catalogou como Pecados Capitais. Para o Espiritismo não existe a figura do "pecado", mas todo sentimento inferior traz sensações desagradáveis e até perniciosas como, por exemplo, um ataque de ira pode causar uma apoplexia;.todo sentimento de ódio causa doenças pépticas e cardiovasculares; toda irritação causa males crônicos. E há pessoas que vivem procurando motivo para se irritar. É bem verdade que para eliminar todo mal que em nos existe, muitos dos quais há milênios ocultos nos escaninhos da alma, seria necessário tornar-se santo ou quase. Mas se pensarmos em termo de Eternidade, será esse, no final, nosso ambiente íntimo. É difícil, mas devemos começar hoje.

Médico. Escreve às quartas-feiras. e-mail: [email protected]

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