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Copiando ou plagiando?

01 Jul 2011 - 20h30Por [email protected] #####Atropelo Vinte e quatro horas depois de O PROGRESSO ter noticia
Isaac Duarte de Barros Junior


Quando o político nordestino Francelino Pereira, de noventa anos bem vividos, com carreira eleitoral feita em Minas Gerais, questionou que país era este, Renato Russo e a banda Legião Urbana, musicalizou a frase assenhorando-se dela.

Dessa forma, pela atitude desse músico carioca, percebe-se que vivemos em uma nação, onde realmente nada se cria, mas tudo se copia. Afinal, plagiar frases e estilos redacionais admirados, virou moda. Inclusive, aqui na ‘pátria do futebol’, um esporte inventado pelos ingleses, o fato de imitarem-se as marcas originais famosas, está se tornando uma qualidade positiva dos usurpadores.


Por exemplo, bastou nos países norrenos, os legisladores reconhecerem a união estável entre as pessoas do mesmo sexo, para os congressistas brasileiros tratarem de copiá-los, tipificando seus colegas parlamentares heterossexuais contrários a proposta, de homofóbicos. Agora, pelas normas estabelecidas, criticar o homossexualismo, resultará em processos.


E embora sejamos a maior extensão territorial do planeta habitada por negros e mulatos, nação onde vivem milhões dos descendentes de afros escravizados até o final do século dezenove; ao invés de fazermos pesquisas científicas estudando os comportamentos fóbicos, contrariamente criamos leis para puni-los, plagiando modelos internacionais.


Certamente que fazendo isto, os nossos legisladores erraram. Porque ao invés de descobrirem as causas dessas patologias discriminatórias raciais existentes, consequentemente acabando com essa fobia, antagonicamente eles a camuflaram, disfarçando-a com uma lei punitiva. Porque somente doentes psíquicos, não suportam o semelhante, pelo fato deste possuir uma epiderme mais escura etnicamente.


Erradamente construindo presídios, imitando o sistema norte americano, neles colocando pequenos delinquentes, trancafiando-os como método de reprimenda, não ressocialisaremos ninguém. Apenas, o Poder Judiciário fará retirar temporariamente do convívio dos homens livres, criminosos e sociopatas que sendo libertos, voltarão a delinquir. Quando o correto seria dosar esses encarceramentos, restringindo-os aos reincidentes irrecuperáveis, tratando estes sim, como doentes mutilados psicologicamente na conduta social.

Pois, amontoar prisioneiros numa cela, sem dar-lhes ocupação digna ou tratamento psiquiátrico recuperativo, buscando apenas soluções na malsinada lei das execuções penais em vigor, não resolve nada. Agindo desse modo, certamente que a justiça apenas prendendo, somente adia o retorno de um criminoso ao convívio social. Dessa forma agindo, sabe-se que esse infrator entre grades, tão logo colocado em liberdade, após cumprir parte da sua pena condenatória, rotineiramente voltará a praticar delitos.


Fala-se muito, também, da decantada igualdade brasileira, entretanto nas áreas destinadas aos antigos senhores destas terras, os dirigentes federais burocratas, chamam-nas de reservas, plagiando igualmente os gringos. Todavia, mudasse o legislador pátrio as nomenclaturas nos lugares destinados aos nossos índios, para aldeamentos ou assentamentos, esses administradores brancos de gabinetes, demonstrariam ser funcionários mais respeitosos, destacadamente no tratamento devido a esse povo costumeiramente nômade, mas nossos brasileiros legítimos.


Ocorre, no meu entendimento, que o uso arcaico da palavra reserva indígena, utilizada em documentos oficiais da FUNAI, se estabelece uma situação análoga a do separatismo das demais pessoas, basicamente ferindo a Constituição Federal. Refiro-me a deste país, que preceitua o princípio da igualdade entre os seus habitantes, petreamente preservada no texto maior.


Finalmente, acredito que as melhores formas de por um fim na noticiada insegurança urbana, contaminada pelas violências, só acontecerá se parte do dinheiro arrecadado nos impostos, for bem aplicado na educação fundamental. Porém, antes é necessário um urgente controle da natalidade, usando-se avançados preservativos, métodos infelizmente condenados n’algumas igrejas de mentalidade medieval.


E obviamente que se quisermos evitar a proliferação dos milhares de menores abandonados, muitos criados nas ruas, ainda teremos de assistir calorosos enfrentamentos nos debates com religiosos celibatários. E espero, estejamos nessa época das querelas dogmáticas, podendo ainda argumentar a respeito da gravidez descuidada, sem nenhum planejamento...


advogado criminalista, jornalista.

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