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Cães abandonados

“Muita gente desconta no animal, como se ele tivesse culpa”, diz criadora de abrigo

Gisele Pizzini idealizou o ‘Abana Rabo’ para abrigar cachorros resgatados em Dourados

13 Set 2020 - 09h05Por Gracindo Ramos
“Muita gente desconta no animal, como se ele tivesse culpa”, diz criadora de abrigo - Crédito: divulgação Crédito: divulgação

Funcionando há um ano e meio em Dourados (MS), o abrigo ‘Abana Rabo’ tem hoje 16 cachorros para adoção. Eles foram resgatados e receberam todos os cuidados para que pudessem se recuperar. Agora, esperam por um lar definitivo para que possam ser criados como de fato têm direito.   

A finalidade do abrigo, segundo a idealizadora do projeto, a produtora de eventos Gisele Pizzini Velloso, é “diminuir o número de animais maltratados em Dourados, dar um lar, uma nova possibilidade de vida e também conscientizar as pessoas de que maus tratos é crime: acorrentar é crime, deixar confinado é crime, não alimentar é crime, deixar passar frio é crime e abandono é crime”.

O Abana Rabo surgiu da necessidade da ativista de ter um lugar para onde levar os animais resgatados ficarem até que passassem por tratamento e recuperação para que o grupo de proteção animal pudesse encontrar lares para os bichos de estimação. No começo, Pizzini trabalhava com lares temporários até conseguir as adoções definitivas, agora ela conta com um imóvel (onde funcionava uma escola) emprestado por uma amiga apoiadora. 

O abrigo não é uma ONG (Organização Não Governamental) como são conhecidas as associações que atuam na proteção animal. Gisele explica que recebe doações em dinheiro, doações de ração e utiliza recursos próprios para manter as atividades da entidade. O grupo também arrecada brindes e realiza leilões para arrecadar dinheiro, porém a pandemia tornou esse tipo de ação inviável. Sobre a ajuda que o Abana Rabo recebe, Velloso diz que “quem fica sensibilizado, sempre doa alguma coisa”. Ela conta também com um grupo de parceiros e amigos, com escalas no abrigo, alternando na limpeza e manutenção do local. E também com o apoio da empresa ‘Lud Banho e Tosa’, que não cobra pelo banho aos animais do abrigo.

Pandemia

Sobre a influência da pandemia de coronavírus no trabalho realizado pelo Abana Rabo, Gisele esclarece que a demanda de resgates de animais e denúncias aumentaram consideravelmente nesse período. “É muito cachorro abandonado, na frente das casas, na rua. É muito cachorro passando fome. Muita gente pedindo doação de ração, contato de veterinários que cobram barato, com preço mais em conta. Eu percebo que ficou mais explícito, mais nítido, mais claro, o abandono”, afirma.

A ativista conta que ficou sobrecarregada. “As pessoas do grupo também se afastaram por medo de pegar a doença. Mas agora, estão voltando”, diz ela. E as denúncias durante a pandemia também cresceram. “Em média, recebo cinco, seis denúncias diárias. Todo dia tem denúncia de abandono, maus tratos”, analisa. Ela atua levando ração, ajudando com veterinário, com vacinas e observa que muitos filhotes vêm sendo abandonados na cidade. “Muita gente desempregada. Está sem dinheiro e aí desconta no animal, como se o animal tivesse culpa de existir”, explica. 

Nos últimos dias, ela relata que viveu um cenário bastante difícil no trabalho de resgate de animais, por conta dos vários dias de chuva e frio e aponta uma ausência das autoridades competentes para cuidar dos casos envolvendo animais. As ações, segundo ela, têm sido de “tirar do maltrato, da corrente, negociar com a família, levar a Guarda [Municipal] ou chamar a polícia para resolver”.

Os interessados em conhecer o trabalho do Abana Rabo, realizar adoções ou ajudar o abrigo com doações podem entrar em contato direto com o abrigo, localizado na Rua Cuiabá, 2062, centro ou pelo telefone (67) 99972-1778.


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