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Câncer em cães e gatos é cada vez mais comum, afirma veterinário

Atualmente essa é a doença de maior incidência diagnosticada em animais

05 Jul 2021 - 13h00Por Cristina Nunes
Câncer em cães e gatos é cada vez mais comum, afirma veterinário - Crédito: Divulgação Crédito: Divulgação

O câncer é uma doença agressiva que não atinge somente seres humanos, mas também acomete cães e gatos, e assim como nos humanos, o sucesso do tratamento vai depender de um diagnóstico precoce. Em entrevista ao PROGRESSO, o médico veterinário Bruno Alves Lopes, que atende em uma clínica de Dourados, afirmou que na atualidade essa é a doença de maior incidência diagnosticada em animais.

De acordo com o especialista, os avanços da medicina veterinária, o crescimento populacional de cães e gatos, o aumento de sua longevidade e a proximidade cada vez maior com os seres humanos, são os principais fatores que contribuem para o aumento de diagnósticos de câncer entre os pets.

“Frequentemente os locais mais acometidos são: pele, sistema digestivo, musculoesquelético, tecido conjuntivo, testículos, e com maior prevalência nas fêmeas as neoplasias mamárias”, afirmou Bruno.

Ainda segundo o especialista, os fatores de risco para o desenvolvimento do câncer estão relacionados com mutação gênica, idade, alimentação rica em gordura, exposição a raios ultravioletas (principalmente animais de pele muito clara e/ou com sensibilidade), estimulação estrogênica, radiação, administração de contraceptivos e fatores estressantes. Existe também a predisposição racial (Boxer, Poodle, Pastor Alemão, Labrador, Doberman, estão mais propensos à essa doença).

Questionado sobre a prevenção que os tutores devem ter em relação aos seus animais para evitar o câncer, o médico veterinário cita o fornecimento de ração balanceada, a castração precoce (evitando o uso de contraceptivos, no caso das fêmeas).

Bruno afirma ainda que os do- nos devem evitar a exposição solar excessiva (cuidar o local onde o animal fica possibilitando o acesso à sombra), evitar o cruzamento com animais com histórico de câncer (principalmente os de alto grau de malignidade), observar e realizar palpações no animal a procura de nódulos ou anormalidades, levar o pet ao veterinário para avaliações periódicas, bem como ampliação do conhecimento a respeito da doença.

“Os sinais clínicos vão depender da localização e do grau de acometimento/severidade, podendo o animal apresentar dor, edema, claudicação quando acometimento em partes ósseas, alterações respiratórias quando dispostos de metástase em lobos pulmonares, aparecimento de nódulos e ulcerações de pele”, explicou o profissional.

Em relação a cura da doença, o médico veterinário esclarece que o tratamento irá depender do diagnóstico (precoce/tardio), do sistema acometido e do tipo de câncer encontrado. “Uma vez diagnosticado, o veterinário optará pelo método mais adequa- do, com intuito de curar, regredir, retirar ou estadiar, possibilitando o prolongamento e melhora na qualidade de vida do animal. Pode-se fazer a utilização de quimioterapia, e alguns casos a retirada da neoplasia”, afirmou Bruno. 

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