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Conjuntura

Berlinda

19 Abr 2016 - 06h00
Berlinda  -
Se ainda estiver no Senado quando o impeachment contra a presidente chegar por lá, o senador Delcídio do Amaral (sem partido) já avisou que vai votar a favor. Magoado com a cúpula do ex-partido, especialmente contra Lula e Dilma, ele deve até fazer campanha entre os colegas para derrubar a petista do poder.


Ele sabe também que está pela bola 7, pois responde a processos de corrupção no Supremo Tribunal Federal que podem tirá-lo de vez o seu mandato parlamentar. Enquanto sua hora não chega, vai tentando incriminar o maior número de desafetos possível.

##### Chapa branca


Na Câmara, os governistas, Dagoberto Nogueira (PDT), Vander Loubet e Zeca, ambos do PT, votaram contra o impeachment de Dilma, o que já era esperado. Com essa decisão, podem ter desapontado parte dos seus eleitores, mas somente o pleito de 2018 vai dizer se eles serão chamuscados ou não com a posição que tomaram.
 

Caso tivessem votado a favor, também seriam cobrados dos eleitores da presidente que, via de regra, seriam seus potenciais eleitores. O certo é que o processo continua e ficará nas mãos dos senadores a decisão final. O sim ou o não será pronunciado por eles. 

##### Fortalecido


Num eventual governo Temer, quem se fortalece aqui por essas bandas é o ex-governador André Puccinelli (PMDB). Com isso, ele pode repensar sua posição de ficar de fora da disputa e lançar sua candidatura a prefeito de Campo Grande, cidade que administrou por dois mandatos consecutivos para depois se tornar governador.


O partido é grande e se fortalecerá ainda mais se conquistar o poder central em Brasília. Isso, sem contar a contribuição que deu para aprovar o impedimento da presidente Dilma. Todo esse cenário, no entanto, deverá ser analisado pelo italiano.

##### Similar


Ao lembrar a cassação de seu mandato, Alcides Bernal (PP) sugere novas eleições no país, um dia após a aprovação da admissibilidade do impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT), quando 367 dos 513 deputados federais foram favoráveis a encaminhar o processo para o Senado.
 

O progressista foi cassado pela Câmara de Vereadores de Campo Grande em março de 2014, por irregularidades em contratos emergenciais.

##### Deprimente


Mais de um ano depois da degola meteórica, Bernal  retornou ao cargo por liminar e classifica hoje como "deprimente" a decisão do impeachment.


"Quando você vê alguns deputados fazerem sustentação dizendo que o que aconteceu a época estava se repetindo, eu só queria que ele lembrasse que a Polícia Federal e o Gaeco interceptaram conversas telefônicas onde eles aceitaram dinheiro em troca do voto", acusou o prefeito, em entrevista na capital. 

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