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Velha guarda tem orgulho de suas escolas

03 Fev 2016 - 07h00
Na Mangueira, parte da história pode ser contada com os sambas de Nélson Sargento, baluarte que tem satisfação com o título. - Crédito: Foto: DivulgaçãoNa Mangueira, parte da história pode ser contada com os sambas de Nélson Sargento, baluarte que tem satisfação com o título. - Crédito: Foto: Divulgação
Se o assunto é tradição nas escolas de samba, sempre surgem nas conversa as presenças da “velha guarda” e dos “baluartes”, e não por acaso o respeito fala mais alto. Fazer parte da “velha guarda” é um orgulho para os sambistas, muitos deles ligados à ala de compositores da escola. Mas, ser um baluarte também é motivo de orgulho, e a história da escola se confunde com a dele. Nas duas escolas do grupo especial, que concentram o maior número de títulos no Carnaval carioca – Portela (21) e Mangueira (17) – o que não falta é figura de destaque para mostrar aos mais novos como tudo começou.


Monarco chegou cedo à Portela. “A Portela é minha escola de vida!”. Era um garoto de 12 anos, quando se mudou de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, para Oswaldo Cruz, na zona norte do Rio de Janeiro. A casa ficava bem perto da quadra da escola, conhecida atualmente como Portelão. O compositor revela que ainda em Nova Iguaçu ouvia, pelo rádio, músicas que já faziam referências à escola e despertaram o amor pela azul e branco. “Lá eu escutava samba, a Araci de Almeida cantando, e falava em Paulo da Portela, um dos fundadores da agremiação. “Quando cheguei a Oswaldo Cruz disse aos meus irmãos que ali era a Portela. Fui com a minha família. Eu era o menor”.


Ele lembrou dos carnavais em que as escolas se apresentavam ainda na Praça Onze, depois passaram para a Avenida Presidente Vargas, para a Avenida Antônio Carlos e se transferiram para a Rua Marquês de Sapucaí, mas ainda antes da construção do Sambódromo. “Em [19]47 o Carnaval foi sobre Santos Dumont, foi o primeiro que desfilei na Portela, e eu fui puxando corda para não deixar as pessoas invadirem. A Portela era ainda pequenininha. Pequena na maneira de dizer, o contingente não era de muita gente. Naquela época era de 200 a 300 pessoas”, contou.


Parte da história da Portela pode ser contada também com os sambas de Monarco, que enaltecem a escola e o bairro de Oswaldo Cruz.


Na Mangueira, parte da história pode ser contada com os sambas de Nélson Sargento, baluarte que tem satisfação com o título. “Comecei em 1948, de lá para cá aconteceu muita coisa boa comigo, e ainda acontece. Sou presidente de honra da escola, saio em todos os carnavais, sou baluarte da escola e sou Mangueira até morrer”, disse orgulhoso.Ser mangueirense para ele é respeitar a escola e poder participar do cotidiano dela. “Isso me deixa satisfeito. Ver a Mangueira sempre com progresso”.


Para ele, é uma emoção quando um compositor pode ver a sua escola preferida desfilar com um samba-enredo dele. “Todo compositor gosta de ver a escola desfilando com um samba que ele compôs. Isso é uma emoção. Ver nosso samba na boca de 3 mil pessoas. É muito gratificante”, contou.


Diante de tanta importância para a história da Mangueira, Nélson Sargento tem um conselho às novas gerações de mangueirenses. “Amor à escola é o que eu posso dizer para a juventude. Respeitar, torcer e sempre ajudar a escola [da qual] ele faz parte”, concluiu.

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