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Show “Por América” na Capital

22 Mar 2016 - 06h00
O Trio Hermanos Irmãos utilizam no trabalho a linguagem do universo folk aliado aos ritmos fronteiriços da polca paraguaia e a guarânia. - Crédito: Foto: DivulgaçãoO Trio Hermanos Irmãos utilizam no trabalho a linguagem do universo folk aliado aos ritmos fronteiriços da polca paraguaia e a guarânia. - Crédito: Foto: Divulgação
O trio Hermanos Irmãos realiza o show "Por América". A primeira apresentação deste ano acontece na próxima quinta-feira, às 20h30, no Teatro Aracy Balabanian. A entrada é gratuita.


Os Hermanos Irmãos é formado pelos cantores e compositores e irmãos Jerry Espíndola, Márcio de Camillo e Rodrigo Teixeira. No repertório do show, as canções do álbum "Por América", gravado em Assunção (Paraguai) e produzido pela Kamikaze Records, último trabalho do trio, e ainda sucessos do primeiro CD ao vivo e canções inéditas, totalizando 15 músicas.


Sediados em Campo Grande, os músicos utilizam no trabalho a linguagem do universo folk aliado aos ritmos fronteiriços da polca paraguaia e a guarânia. O resultado é um som híbrido, com influências da música pop, do rock, blues, Música Popular Brasileira (MPB) e jazz, sem esquecer dos arranjos vocais, uma das características do Hermanos Irmãos.


O grupo utiliza principalmente instrumentos de cordas, seus arranjos. Violões de nylon e aço, violão de 12 e contrabaixo, além de gaita de boca. O destaque fica para a viola caipira de 10 cordas, tocada por Márcio de Camillo. O instrumento geralmente utilizado na música sertaneja é adaptado por Camillo à música folk e fronteiriça, criando possibilidades para a viola, produzindo uma nova sonoridade e inovando o instrumento com o uso de slide, por exemplo, adereço típico do blues.


Com um repertório que alia um rico trabalho autoral a canções de compositores que influenciam o trio (Jorge Drexler, Renato Teixeira, Almir Sater, Paulo Simões, Geraldo Espíndola e Geraldo Roca), o Hermanos Irmãos se destaca na produção de uma moderna música sul-mato-grossense, influenciada diretamente pela música ternária do vizinho Paraguai e em sintonia com o sul do continente, onde Rio Grande Sul, Uruguai e Argentina já formam uma "nação musical".


Desde os anos 80, Jerry Espíndola e Rodrigo Teixeira desenvolvem a polca-rock, estilo em que os ritmos fronteiriços – guarânia, polca paraguaia e chamamé são misturados à linguagem roqueira. Atualmente, o Hermanos Irmãos protagoniza um dos principais intercâmbios do Brasil com músicos de outros países da América do Sul.


Após lançar o primeiro disco "Hermanos Irmãos Ao Vivo", em 2011, o trio teve o segundo álbum "Por América" lançado em 2014 pela Kamikaze Records, gravadora do Paraguai sob o comando de Willy Suchar, argentino que mora em Assunção desde 1989 e é um dos principais produtores da capital paraguaia, além de pianista e arranjador com mais de 100 discos no currículo de artistas de vários países da América do Sul.


O Hermanos Irmãos fez dezenas de shows desde a sua criação em 2010. Já realizou três circuitos universitários em campus da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), no interior de MS, contando como convidados importantes artistas sul-mato-grossenses, como Tetê Espíndola, Dino Rocha, Geraldo Espíndola, dentre outros.

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