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Salto com vara e boxe dão mais 2 ouros ao Brasil

17 Ago 2016 - 10h00
Lutador Robson Conceição - Crédito: Foto: GERALDO BUBNIAK/AGB/ESTADÃO CONTEÚDOLutador Robson Conceição - Crédito: Foto: GERALDO BUBNIAK/AGB/ESTADÃO CONTEÚDO
O Brasil conquistou mais dois ouros nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. As medalhas vieram no salto com vara e no boxe, modalidades vencidas pelos atletas Thiago Braz e Robson Conceição, respectivamente. Agora o Brasil tem 3 ouros e duas pratas - já havia ganho ouro no judô com Rafaela Silva e prata no tiro, com Felipe Wu.


Na noite de segunda-feira, o atletismo enfim voltou a conquistar uma medalha para o Brasil. E não foi qualquer medalha. Thiago Braz surpreendeu os favoritos e conquistou o ouro na disputa do salto com vara, no estádio Olímpico, o Engenhão. O brasileiro saltou 6,03 metros e, além de obter a melhor marca de sua carreira, cravou o novo recorde olímpico, transformando o estádio no palco da primeira grande conquista do atletismo nos últimos oito anos.


A última medalha do Brasil no atletismo havia sido o ouro de Maurren Maggi, no salto em distância nos Jogos de Pequim-2008, na China. "É campeão", gritavam os torcedores no Engenhão. Emocionado, o brasileiro desfilou com a bandeira brasileira.


O brasileiro travou uma disputa eletrizante com o francês Renaud Lavillenie, campeão olímpico e recordista mundial. Em sua última tentativa, Thiago Braz superou a marca de 6,03 metros e deixou o rival pressionado. Sob forte pressão da torcida, o francês não conseguiu superar a marca do brasileiro. Pertencia a ele o recorde olímpico, de 5,97 metros, registrado em Londres, onde faturou o ouro há quatro anos.


Ontem, foi a vez de Robson Conceição fazer história, no boxe categoria 60 quilos.


O brasileiro Robson Conceição fez história e conquistou a primeira medalha de ouro do boxe brasileiro em olimpíadas e o terceiro ouro do Brasil na Rio 2016. Por decisão unânime dos juízes, o lutador baiano derrotou o francês Sofiane Oumiha.


Relaxado na luta, Conceição não deu chances para o francês e levou a torcida presente no Pavilhão 6 do Riocentro ao delírio. Antes mesmo do fim da luta, os torcedores já gritavam "é campeão".


No primeiro round, os três juízes deram a vitória ao brasileiro. No segundo, dois dos três árbitros deram 10 a 9 para Conceição, mesmo resultado do terceiro e último round.


A pressão da torcida em cima de Oumiha era enorme. A entrada deixou perceptível. Quando o brasileiro adentrou o ginásio, a plateia, em uníssono, berrou que "o campeão chegou". Na vez do francês, o "uh, vai morrer!" foi na mesma medida. Mas foi Oumiha quem disparou os primeiros golpes, com jab e direto. Robson tratou de colocar ordem na casa e conectou dois bons cruzados e um overhand.

Prata na canoagem


Isaquias Queiroz conquistou na manhã de ontem a primeira medalha olímpica da história da canoagem brasileira. O baiano foi segundo colocado na final do C1 1.000 metros, em prova disputada na Lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul do Rio, e se tornou o primeiro brasileiro a conquistar uma medalha em Olimpíadas nesse esporte. O alemão Sebastian Bendler chegou em primeiro e levou o bicampeonato olímpico, enquanto Serguei Tarnovisch, da Moldávia, completou o pódio.


A disputa foi acirrada nos primeiros 750 metros, com Isaquias e Bendler brigando pela liderança lado a lado. No último trecho da prova, porém, o alemão conseguiu demonstrar mais fôlego e arrancou para a vitória. Bendler fechou a prova com o tempo de 3min56s926, enquanto Isaquias foi prata com 3min58s529.


Nas arquibancadas, o público fez a sua parte. Apesar do forte calor na zona Sul do Rio já nas primeiras horas do dia, o torcedor compareceu em bom número e apoiou bastante o atleta brasileiro, assim como já fizera na manhã anterior, durante as eliminatórias.


O pódio de Isaquias nos Jogos do Rio na prova individual de 1 000m completa uma sequência que começou com o bronze no Mundial de Duisburg em 2013 e que teve ainda um ouro nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, no ano passado.

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