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Para além do lixo, novo filme mostra 'gente extraordinária' do Gramacho

21 Fev 2011 - 18h20
Foto de Mariana Vianna que integra ensaio fotográfico sobre a vida no Jardim Gramacho que será lançado em paralelo ao filme \'As crianças do lixão\' - Crédito: Foto: Mariana Vianna/DivulgaçãoFoto de Mariana Vianna que integra ensaio fotográfico sobre a vida no Jardim Gramacho que será lançado em paralelo ao filme \'As crianças do lixão\' - Crédito: Foto: Mariana Vianna/Divulgação
De volta aos holofotes desde a indicação ao Oscar do documentário \"Lixo extraordinário\", coprodução Brasil-Reino Unido, o Aterro Sanitário de Gramacho é foco de outra produção cinematográfica que estreia em 2011.

“As crianças do lixão”, do cineasta Robert Ziehe, mostra as condições precárias de sobrevivência dos mais de 50 mil moradores da comunidade ao redor do local. O objetivo é mostrar como vivem e quais são as aspirações das pessoas que tiram seu sustento do que a sociedade joga fora.

Enquanto \"Lixo extraodrinário\" narra o projeto do renomado artista brasileiro Vik Muniz para transformar detritos em arte, \"As crianças do lixão\" se concentra no que acontece nos arredores, no cotidiano dos moradores. Segundo Ziehe, o lixão pode se tornar interessante aos olhos do público, graças aos moradores que vivem lá.

“Aquela comunidade é repleta de personalidades. Há pessoas extremamente interessantes. Há famílias na quarta, na quinta geração vivendo da reciclagem. Você tem gente extraordinária, com talentos maravilhosos, mas que não é aproveitada porque vive naquela situação e não tem como se mostrar ao mundo.”

Apesar de enfrentar dificuldades para entrar no Aterro Sanitário, o cineasta afirma que é recebido de braços abertos pelos catadores, que têm o desejo de fazer com que a sua voz seja ouvida. Além do filme sobre o lixão, Robert já fez documentários para o mercado externo sobre crianças que vivem em um projeto social no Recife e sobre o dia a dia dos traficantes da favela do Muquiço, no Rio de Janeiro.

Jorge Colistet, codiretor do filme, afirma que, apesar da falta de saneamento, os moradores do aterro tentam se sustentar dignamente com os poucos recursos da venda de materiais recicláveis. “É um lado que pouca gente vê. Com o pouco que ganham, eles sobrevivem. E é importante mostrar isso para a sociedade.”

Mariana acredita que o registro fotográfico e audiovisual do universo do lixão é importante para que as pessoas tomem conhecimento daquela realidade e, quem sabe, melhorias reais para a região entrem na pauta dos órgãos públicos. Mesmo assim, ela crê que a experiência visual não consegue abranger todas as sensações de estar naquele ambiente. “A fotografia não tem som, não tem cheiro, ela não tem o contato humano. Eu vejo com os meus olhos, de repente, eu me emociono mais do que as pessoas que veem as fotografias. Mas eu acho fundamental para mostrar que aquilo ali existe.”

#####Aterro de Gramacho será desativado
O trabalho de coleta dos catadores retratados no filme deve terminar em breve. Governo e município do Rio de Janeiro planejam desativar o Aterro Sanitário de Gramacho e tranferi-lo para Seropédica. Este processo está a cargo da Secretaria Municipal de Conservação e Serviços.

Em entrevista ao G1, o secretário Carlos Roberto Osório afirma que a mudança de local ainda não tem um prazo determinado porque as obras do novo depósito de lixo não têm prazo de conclusão. “A obra é complexa porque existem várias questões ambientais que devem ser observadas. Nós só vamos estabelecer um cronograma depois que a obra for efetivamente entregue.” Ainda assim, ele estima que a mudança possa ser concluída em 2012.

Sobre a possibilidade dos catadores de Gramacho ficarem sem trabalho com a transferência, Osório afirma que este assunto está sendo tratado pelo governo do estado do Rio e pela Prefeitura de Duque de Caxias, que ainda articulam qual será a política social para a região.

(G1)

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