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Obras de Emmanuel Marinho integram lista dos Vestibulares da UFGD

25 Mai 2016 - 06h00
Cena do espetáculo “Ultimato: O Poema Secreto de S.J.”, com concepção e atuação de Emmanuel Marinho. - Crédito: Foto: Homero TorresCena do espetáculo “Ultimato: O Poema Secreto de S.J.”, com concepção e atuação de Emmanuel Marinho. - Crédito: Foto: Homero Torres
As obras do poeta Emmanuel Marinho integram a partir deste ano, o conjunto que serão objeto de estudo no Concurso Vestibular da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), de 2017, 2018, 2019 e 2020. Uma iniciativa que visa a orientar os interessados em ingressar em um dos 33 cursos de graduação presenciais da Universidade, implica desdobramentos de repercussão incalculável, na medida em que atingirá milhares de estudantes de todo o país que se prepararão para prestar o vestibular da UFGD.


Na lista do Vestibular de 2017 da UFGD contém 12 livros, sete filmes, três contos, dois poemas e uma peça teatral distribuídos igualmente para cada ano. Entre elas, a obra de Marinho que classifica-se como "regional", categoria bastante valorizada, considerando a simbologia e representatividade. Tomar sua obra como regional confere-lhe uma legitimidade identitária e literária.


Do rico acervo de Emmanuel Marinho, na edição do Vestibular 2017 da UFGD, foi relacionado o livro "Cantos de Terra" (1982); em 2018 é a vez de "Satilírico", (1995); no ano de 2019, está relacionado a leitura de "Margem de Papel", (1994); em 2020, o CD "Terê" (2011). "Recebi com alegria a notícia das minhas obras serem reconhecidas e estarem na lista de obras das próximas edições dos Vestibulares da UFGD", informa Emmanuel que já teve na década de 90, o seu livro "Caixa de Poemas", ter sido leitura para o vestibular nas universidades particulares e públicas de Mato Grosso do Sul.


As peças de teatro e os livros escritos pelo poeta douradense também foram transformadas em estudo para teses de mestrado e doutorado em várias universidades do país, entre elas a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Universidade de São Paulo (USP).


Segundo a comissão organizadora do Vestibular, os desdobramentos da divulgação das obras de Emmanuel são incalculáveis, considerando-se que a preparação para o processo seletivo demanda estudo minucioso dos textos literários, de sua contextualização e do perfil de seu autor. O mérito da escolha de suas obras recai no fato de que Emmanuel Marinho já se tornou um ícone da cultura douradense e sul-mato-grossense. A vastidão de temas e de abordagens locais e regionais constitui sua bandeira libertária, de protesto e de indignação diante das injustiças sociais, da violência e das violações dos direitos humanos.


A avaliação é que a sua obra tem proposta de simplicidade e de integração harmônica entre os homens e do homem ao meio ambiente e a todos os demais seres (desde uma formiguinha) faz uma radiografia atemporal de nosso espaço (Dourados, região, Mato Grosso do Sul), tornando-se simbolicamente universal.

Saiba Mais


Emmanuel Marinho é poeta, ator e educador, nascido em Dourados. Tem formação acadêmica em Psicologia e pós-graduação em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Publicou os livros: "Ópera 03" (1980); "Cantos de Terra" (1982); "Jardim das Violetas" (1983); "Margem de Papel", (1994); "Satilírico", (1995), "Caixa de Poemas", (1997) e "Caixa das Delícias", (2003). Na música, Emmanuel gravou os CDs "Teré" e "Encantares" (2015), onde reuniu nomes singulares da música brasileira. É criador e intérprete dos espetáculos "Porã", "O Encantador de Palavras", "Satilírico", "Ultimato: O Poema Secreto de S.J.", dentre outros, espetáculos solo, com encenação e texto do poeta-ator. "Em suas performances, o poeta ator e educador alterna momentos de humor sutil e outros de puro lirismo. Seus projetos abraçam a educação e a arte; cada apresentação, mais do que um espetáculo, é uma visita à comunidade, que tem muitas histórias para contar, trocar e celebrar a vida", diz a professora da UFGD, Rita Pacheco Limberti.


Ele recebeu vários prêmios, dentre os quais destacam-se: o Prêmio Marçal de Souza; no ano passado foi contemplado com a outorga de Guardião dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), do Programa das Nações Unidas/ONU. Em outubro de 2015, foi condecorado no grau de Comendador na Ordem Guaicurus do Mérito Judiciário, pelo Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso do Sul (TRT/MS0 e empossado na cadeira 33 da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras.

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