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Artesanato

Mulheres pantaneiras recebem Carteira Nacional do Artesão

07 Jun 2016 - 06h00
Com características marcantes da região, o artesanato pantaneiro evidencia temas com forte influência indígena, demonstra crenças, hábitos e tradições das comunidades  pantaneiras. - Crédito: Foto: Acervo/WWFCom características marcantes da região, o artesanato pantaneiro evidencia temas com forte influência indígena, demonstra crenças, hábitos e tradições das comunidades pantaneiras. - Crédito: Foto: Acervo/WWF
Artistas das comunidades ribeirinhas do Pantanal a partir de agora contam com a Carteira Nacional do Artesão. O documento foi entregue na semana passada a 18 artesãs pelos gestores da Gerência de Desenvolvimento de Atividades Artesanais da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, durante encontro realizado na Fazenda Jatobazinho, em Corumbá.


Na ocasião, também também foi realizada a Oficina de Tear, oferecida pelo Ponto de Cultura Sapicuá. A Fazenda jatobazinho está localizada em área isolada, de difícil acesso, situada às margens do rio Paraguai, a 90 km ao norte de Corumbá, onde só é possível chegar de barco ou em avião de pequeno porte. A equipe da FCMS chegou ao local de barco.


As atividades foram incentivadas e promovidas pelo Instituto Acaia Pantanal, que busca contribuir para o desenvolvimento humano e social do Pantanal por meio de ações educativas integradas à preservação do bioma. Emitida pela Secretaria da Micro e Pequena Empresa (SMPE), por meio do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), a Carteira Nacional do Artesão é uma identificação nacional para artesãos e trabalhadores manuais de todo o Brasil.


O documento tem abrangência nacional e oferece diversos benefícios, como isenção de imposto ao participar de feiras ou vendas para outros Estados, descontos para compras em alguns estabelecimentos comerciais, possibilidade de comercialização em determinados espaços, como a Casa do Artesão, que só aceitam artesãos com a carteira em dia e possibilidade de tirar nota fiscal na Agência Fazendária.


A carteira é gratuita e é emitida após o registro do artesão no Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro (Sicab). Para confirmação do registro, o artesão passa por uma prova de habilidades técnicas, cuja aprovação é da Gerência de Desenvolvimento de Atividades Artesanais da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul. Produzido com matérias primas locais, o trabalho consiste em manifestar a identidade da cultura local por meio de peças em cerâmica, madeira, fibras e sementes.


Com características marcantes da região, o artesanato pantaneiro evidencia temas com forte influência indígena, demonstra crenças, hábitos, tradições e outras referências culturais do povo pantaneiro, além de tornar-se uma alternativa de renda para muitos ribeirinhos, principalmente para as mulheres.


A fauna e a flora estão constantemente presente no artesanato local – seja através das cores ou nas paisagens – os artesãos pantaneiros possuem um cuidado ao modificar a matéria-prima utilizando insumos disponíveis e técnicas de produção repassadas de pais para filhos, tornando-se algo único e de grande importância cultural, vencendo limites e ultrapassando fronteiras.

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